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    Itamaraty negocia a retirada de brasileiros da África do Sul

    Consulado em Pretória estima que cerca de 280 brasileiros não conseguem deixar o país após restrições causadas pela Ômicron

    Por Plox

    03/12/2021 11h25 - Atualizado há 8 meses

    O Palácio do Planalto, por meio do Ministério das Relações Exteriores, vem realizando consultas às companhias aéreas sobre a possibilidade de fretar uma aeronave para repatriar brasileiros retidos no continente africano, sobretudo na África do Sul. 

    A estimativa do serviço consular brasileiro em Pretória é que cerca de 280 brasileiros estejam nessa situação naquele país, por conta da descoberta da variante Ômicron na região.

     

    Itamaraty estuda repatriar brasileiros retidos na África do Sul DIVULGAÇÃO
    Itamaraty estuda repatriar brasileiros retidos na África do SulDIVULGAÇÃO

     

    Vários países, incluindo o Brasil, fecharam as fronteiras para viajantes vindos da África do Sul e de outras nações vizinhas, como Botsuana, Namíbia, Lesoto, Zimbábue, Essuatíni e Moçambique.

    Até o fim da tarde desta quinta-feira (2), o governo brasileiro não havia fechado nenhum acordo.

    Latam e Azul são as duas companhias em operação no Brasil que possuem aeronaves com autonomia de voar direto para Johannesburgo e Cidade do Cabo sem escalas.

     

     

     

    Na Latam, por exemplo, há o Boeing 777, capaz de cruzar o Atlântico sem escalas. A distância de São Paulo a Johannesburgo é de 7.450 km. Na Azul, o avião recomendado seria o Airbus A330. Ambas as aeronaves são configuradas para o transporte de mais de 320 passageiros.

    Sob a condição de anonimato, um representante do Itamaraty explicou ao blog que as negociações com as companhias são demoradas.

    Entre as dificuldades estão os trâmites burocráticos e operacionais.

    Como nenhuma dessas empresas voa regularmente para o continente africano, as companhias precisam providenciar ações como a contratação de alimentação a bordo (catering), a contratação de serviços aeroportuários no exterior, o pagamento de taxas de sobrevoo para cada país incluído na rota e a escalação de várias equipes de tripulantes extras, uma vez que pilotos e comissários não deixariam a aeronave durante a(s) escala(s).

    Existe ainda a possibilidade – mais remota – de o Itamaraty fretar um avião de outra companhia.

     

     

    Em entrevista ao podcast JR 15 Minutos, do Jornal da Record, a enfermeira Priscila Bertoso Ferras contou que está há dias sem poder embarcar de volta ao Brasil por conta das restrições.

    E com o agravante de que o dinheiro que havia levado para o período já acabou.

    Priscila foi estudar inglês e prestar serviço voluntário na comunidade de Nyanga, próxima ao aeroporto internacional da Cidade do Cabo.

    "A região não é tão segura, o que tem aumentado a minha tensão. Espero que alguma providência seja tomada", diz Priscila.

    Os valores do bilhete também subiram consideravelmente após a restrição de voos, o que impede que Priscila e muitos outros brasileiros comprem uma nova passagem para o Brasil.

    "Normalmente, o preço para vir à Africa do Sul fica em torno de R$ 4.000 ou R$ 5.000. Agora, subiu para R$ 11 mil ou mais", reclama a enfermeira.

    A Embaixada da África do Sul em Brasília há meses tenta convencer a Latam a retomar os voos regulares que a companhia realizava entre Guarulhos e Johannesburgo, interrompidos desde o início da pandemia. Mas ainda não recebeu resposta positiva.

    Fonte: https://noticias.r7.com/prisma/luiz-fara-monteiro/itamaraty-negocia-a-retirada-de-brasileiros-da-africa-do-sul-02122021
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