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Ipatinga deu mais um passo na construção do Plano Municipal de Mobilidade Urbana, o PlanMob, com a apresentação dos estudos técnicos que vão orientar as decisões sobre trânsito, transporte coletivo, acessibilidade e circulação de pedestres e ciclistas até 2035. Os resultados foram apresentados nesta semana, durante reunião conjunta do Conselho Municipal de Transporte e Trânsito e do Conselho da Cidade, no Auditório do Hospital Municipal Eliane Martins.
Plano de Mobilidade de Ipatinga aponta gargalos no trânsito e prevê ações até 2035.
Foto: Divulgação/CIRETRAM
O trabalho foi desenvolvido com suporte técnico do Cefet-MG e reúne levantamentos de campo, modelagens de tráfego, análises urbanísticas e contribuições da população. A elaboração do plano já havia sido iniciada em 2025, com audiência pública e etapas participativas, e atende às diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana.
O diagnóstico apresentado aponta problemas que já fazem parte da rotina de quem circula por Ipatinga, como congestionamentos em corredores estratégicos, excesso de dependência do transporte individual, conflitos entre o tráfego urbano e a logística pesada e falhas de acessibilidade em calçadas e espaços públicos.
Diagnóstico apresentado aponta problemas que já fazem parte da rotina de quem circula por Ipatinga.
Foto: Divulgação/Prefeitura Municipal de Ipatinga
Segundo os estudos, os automóveis ocupam uma fatia expressiva do espaço viário, embora transportem proporcionalmente menos pessoas que outros modos de deslocamento. Ao mesmo tempo, o transporte coletivo, a caminhada e o uso de bicicleta ainda enfrentam limitações estruturais, o que reduz a atratividade dessas alternativas para parte da população.
Para enfrentar o cenário apontado no diagnóstico, o PlanMob propõe diretrizes baseadas em quatro eixos: acessibilidade universal, fortalecimento do transporte coletivo, incentivo aos deslocamentos a pé e de bicicleta e sustentabilidade ambiental. Entre as medidas sugeridas estão novos terminais de integração, reestruturação da rede de ônibus, ampliação da fiscalização eletrônica, melhoria da sinalização e qualificação de calçadas.
Diagnóstico mira futuro da cidade.
Foto: Arquivo/PLOX
O estudo também prevê expansão da infraestrutura cicloviária e mudanças na gestão da circulação de veículos. Outra diretriz incorporada é a chamada “Visão Zero”, abordagem voltada à redução de acidentes por meio de intervenções em cruzamentos, implantação de dispositivos de segurança e adequação dos espaços urbanos para pedestres, ciclistas e pessoas com deficiência.
A Prefeitura afirma que o material servirá de base para o planejamento de curto, médio e longo prazos e para a busca de recursos destinados a obras e projetos estruturantes. A partir do diagnóstico, o município deverá avançar na definição das ações prioritárias e na transformação das propostas em medidas práticas para melhorar a mobilidade em Ipatinga.