Mulher presa por fingir ser adolescente em SC já tinha registros semelhantes em Minas Gerais

Segundo a Polícia Civil de Santa Catarina, ela usava nome falso e alegava condições clínicas; suspeita confessou em interrogatório e foi levada ao Presídio Regional de Joinville.

04/06/2026 às 08:14 por Redação Plox

A mulher de 37 anos presa em Joinville, em Santa Catarina, suspeita de se passar por uma adolescente de 12 anos e viver por cerca de 14 meses como “filha adotiva” de uma família, já havia aparecido em registros policiais por situações semelhantes em Minas Gerais e em outros estados. Segundo a Polícia Civil de Santa Catarina, ela foi presa em flagrante por estelionato e falsa identidade no distrito de Pirabeiraba.


Amanda Maria Souza de Oliveira, de 37 anos, foi presa fingindo ser criança de 12

Amanda Maria Souza de Oliveira, de 37 anos, foi presa fingindo ser criança de 12

Foto: Reprodução e Polícia Civil de Santa Catarina/Divulgação


Suspeita usava nome falso e dizia ter 12 anos

De acordo com a Polícia Civil catarinense, a mulher usava o nome falso de “Gabriele” e sustentava a versão de que era uma adolescente em situação de vulnerabilidade. Para convencer a família, ela alegava falsamente ter autismo e outras condições clínicas, além de afirmar que a aparência adulta seria consequência de uso forçado de hormônios durante a infância.

Ainda segundo a corporação, a investigada apresentava comportamentos infantilizados, como uso de chupetas, mamadeiras e objetos lúdicos. Durante o interrogatório formal, conforme a Polícia Civil, ela confessou a autoria dos fatos e foi encaminhada ao Presídio Regional de Joinville, onde permanece à disposição da Justiça.

Registros em Minas citam Montes Claros, Três Corações e Bom Despacho

Em Minas Gerais, boletins de ocorrência citados pelo BHAZ apontam passagens por Montes Claros, no Norte do estado, Três Corações, no Sul de Minas, e Bom Despacho, no Centro-Oeste. Os registros indicam que a mulher teria usado diferentes nomes e versões sobre a própria história para obter acolhimento em abrigos, instituições religiosas e redes de assistência social.

Em um dos casos, registrado em dezembro de 2024, em Montes Claros, ela teria se apresentado como Ana Caroline Ferreira Silva, dizendo ter 18 anos e relatando supostas agressões, abusos e rituais de bruxaria. Depois, ao receber apoio para emissão de documentos, teria mudado a versão e passado a afirmar que tinha 13 anos, o que levou a instituição a acionar o Conselho Tutelar e as autoridades.

Polícia aponta golpes semelhantes em outros estados

Segundo a Polícia Civil de Santa Catarina, a suspeita também acumula antecedentes por golpes semelhantes em São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Goiás. A investigação em Joinville apura se ela obteve vantagens financeiras durante o período em que viveu com a família catarinense.

Em Bom Despacho, um registro de 2018 citado pela reportagem aponta que a mulher teria usado o nome Ana Karoliny Oliveira dos Santos e alegado ser menor de idade. Em Três Corações, outro boletim relata que ela teria se apresentado como Ana Clara Santos Xavier e afirmado ter 13 anos. Em ambos os casos, as versões levantaram suspeitas durante o atendimento pela rede de proteção.

PCMG diz não haver investigação em curso no estado

Apesar dos registros de ocorrência citados, a Polícia Civil de Minas Gerais informou ao BHAZ que não há investigação em andamento no estado envolvendo a mulher. O caso mais recente segue sob responsabilidade da Polícia Civil de Santa Catarina, que apura os crimes de estelionato e falsa identidade.

A prisão em flagrante ocorreu após familiares da casa onde ela vivia desconfiarem da versão apresentada e levarem o caso às autoridades. A defesa da investigada não foi localizada nas informações consultadas.

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