Polícia Civil alcança reconhecimento nacional por atuação em banco de perfis genéticos

Atuação da Seção Técnica de Biologia e Bacteriologia Legal, em Belo Horizonte, foi destacada pela Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos entre outubro de 2024 e outubro de 2025.

04/06/2026 às 09:09 por Redação Plox

A Polícia Civil de Minas Gerais foi reconhecida nacionalmente pelo desempenho na área de genética forense. A instituição alcançou o segundo lugar no país em número absoluto de inserções de perfis genéticos de vestígios no Banco Nacional de Perfis Genéticos, considerando o período de outubro de 2024 a outubro de 2025. O trabalho é desenvolvido pela Seção Técnica de Biologia e Bacteriologia Legal do Instituto de Criminalística, em Belo Horizonte.

O reconhecimento foi concedido pela Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos, da qual a PCMG participa por meio do Laboratório de DNA do Instituto de Criminalística. Na prática, o resultado coloca Minas Gerais entre os estados com maior contribuição técnica para o uso da genética forense como ferramenta de apoio às investigações criminais.


Polícia Civil alcança reconhecimento nacional por atuação em banco de perfis genéticos

Foto: PCMG / Divulgação


Como o banco ajuda nas investigações

Os perfis genéticos de vestígios são obtidos a partir de materiais coletados em locais de crime ou relacionados a vítimas. Depois de inseridos no banco nacional, esses dados podem ser comparados com outros perfis já cadastrados, o que permite apontar vínculos entre ocorrências distintas e auxiliar na identificação de suspeitos.

A perita criminal Gabriela Reis, da Seção Técnica de Biologia e Bacteriologia Legal, destacou que os perfis de vestígios e os perfis de pessoas cadastradas criminalmente têm funções complementares. Segundo ela, o cruzamento automático das informações pode gerar correspondências relevantes para investigações, inclusive em casos em que não há outras evidências disponíveis.

Banco reúne milhares de registros

O relatório mais recente da Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos aponta que o Banco Nacional reunia 272.275 perfis genéticos em novembro de 2025. Desse total, 38.475 eram provenientes de vestígios, enquanto a maior parte estava vinculada a referências de indivíduos cadastrados criminalmente.

A PCMG informou que a inserção desses dados contribui para reduzir o tempo de investigação, direcionar o trabalho policial e fortalecer o embasamento técnico de decisões judiciais. O uso da ferramenta segue voltado à comparação de perfis, identificação de conexões entre crimes e apoio à elucidação de casos.

Compartilhar a notícia

V e j a A g o r a