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Aquecimento global: Planeta Azul ficará ainda mais azul à medida que Terra esquenta

05/02/2019

Estudo projeta como será cor do oceano no final do século baseado em medições feitas por satélites de luz refletida pelo fitoplâncton, minúsculos organismos na base da cadeia alime

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Cientistas dizem que a água do oceano deve ficar mais azul nas próximas décadas — Foto: Pixabay

Os cientistas dizem que haverá menos deles nas águas nas próximas décadas. Isso levará a uma mudança de cor em mais de 50% dos mares do mundo até 2100.

O fitoplâncton desempenha um papel extremamente importante nos oceanos.

Além de transformar a luz solar em energia química e consumir dióxido de carbono, eles estão no primeiro degrau da cadeia alimentar marinha.

Eles também desempenham um papel importante na forma como vemos os oceanos com nossos olhos.

Quanto mais fitoplâncton houver na água, menos azul será o mar. O mais provável será uma cor esverdeada.

Pesquisas anteriores mostraram que, com o aquecimento, os oceanos terão uma redução no fitoplâncton em vários lugares.

Este novo estudo modela o provável impacto que essas mudanças terão sobre a cor do oceano e do planeta à medida que o mundo se aquece.

"O que descobrimos é que a cor vai mudar. Provavelmente não tanto a ponto de você enxergar a olho nu, mas certamente os sensores serão capazes de perceber que há uma mudança", disse a autora do estudo, Stephanie Dutkiewicz, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) em Cambridge, nos Estados Unidos, em entrevista à BBC News.

"E provavelmente será um dos primeiros sinais de alerta de que mudamos a ecologia do oceano."

 




Usiminas recebe 12 mil mudas de espécies da Mata Atlântica para recuperação de nascentes

16/04/2019

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O Programa Mobiliza Todos pela Água, realizado pela Usiminas em parceria com a Associação e Consórcio dos Municípios do Vale do Aço (AMVA/CIMVA), recebeu uma doação de 12 mil mudas de árvores nativas da Mata Atlântica. A doação foi formalizada na última segunda-feira (15), em almoço oferecido ao engenheiro ambiental Ivan Leal, doador das mudas produzidas no Viveiro Mata Verde, em Santana do Paraíso.

As novas plantas beneficiarão os 54 municípios que fazem parte do programa no trabalho de recuperação de nascentes e áreas degradadas. Foram doadas mudas de lobeira, boleira, papagaio, pau-viola, aroeira pimenta, paineira, pau-d’alho e sangra d’água. Essas espécies foram selecionadas por terem grande potencial de fixação no solo, baixa perda durante o plantio e manejo e por promoverem a recomposição vegetal e a recuperação de áreas degradadas.  “Aumentei a minha produção de mudas e, vendo a situação da nossa região e bom trabalho que vem sendo realizado, decidi contribuir com o programa”, informa Leal.


Queda no número de licenças ambientais concedidas no Brasil reforça necessidade de diminuir burocracia

03/04/2019

Para tentar resolver a questão, Congresso volta a discutir o PL 3729/2004, que simplifica procedimentos para concessão de licenciamento ambiental

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Entre 2014 e 2017, o número de licenças ambientais concedidas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), ligado ao Ministério do Meio Ambiente, sofreu três quedas consecutivas. Há cinco anos, 814 licenças foram expedidas pela autarquia, quantidade que baixou para 551, em 2017. 

Apenas no ano passado, houve crescimento no número das concessões – foram 611, em 2018.

Atualmente, tanto a União como estados e municípios podem conceder licenças ambientais, o que gera confusão sobre quais exigências devem ser seguidas. Os obstáculos no processo de licenciamento para grandes projetos de infraestrutura, por exemplo, apontam para a necessidade da revisão do trâmite das concessões.

Nesse sentido, tramita no Congresso Nacional o Projeto de Lei 3729/2004, que pretende simplificar os procedimentos para concessão de licenciamento ambiental no Brasil. O PL vem tramitando desde 2004 e passou por diversas comissões parlamentares, tendo sido arquivado, desarquivado e discutido em plenário.

A proposta pretende, além de simplificar concessões, dispensar empreendimentos agropecuários da exigência de licenciamento e dar prazo máximo para que os órgãos reguladores decidam sobre o pedido dos empreendedores. Uma licença prévia, por exemplo, que atesta a viabilidade ambiental do negócio, terá de ser concedida ou não em dez meses.

Para o deputado federal Alceu Moreira (MDB-RS), a imprevisibilidade da obtenção de licenciamento ambiental faz com que muitos empresários desistam de montar negócios. O principal ponto do projeto, segundo o parlamentar, é encurtar esse prazo na hora de emitir a documentação prevista em lei.

meioDeputado federal Alceu Moreira, do MDB-RS (Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados)

“Alguém da sociedade ter direito à licença ambiental não precisa ser obrigatoriamente ser um calvário, um sacrifício. O licenciamento ambiental não tem prazo para ser dado. Pode ser dado hoje, pode levar 10 anos. Qual é o arranjo comercial que suporta uma coisa dessa? Como é que pode fazer sem prazo? Sem compromisso de entregar, sem nada? Então, mesmo que tenha que ser, e tem que ser sempre correto, tem que ter obrigação com o prazo. É impossível fazer qualquer coisa dessa sem prazo”, argumenta o parlamentar.

“Temos que parar de imaginar que o simples fato de simplificar um projeto ‘precariza’ ele. Nós temos é que desburocratizar”, completa Moreira.
Para a coordenadora técnica ambiental da Químea Soluções Ambientais, Rina Vichara Berro, a burocracia imposta na legislação atual é o que dificulta o andamento dos processos.

“É muito papel. Se protocola muito papel, este protocolo demora para chegar. Estes documentos protocolados demoram para chegar para os técnicos, que demoram para fazer a avaliação e dar o retorno e o parecer técnico para o empreendedor. Então, isso acaba se desenrolando em um período muito grande. Este é um ponto, o da burocracia”, analisa.

Trâmite

Atualmente, o projeto de lei 3729/04 aguarda escolha do relator na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara Federal. A matéria tramita em caráter de urgência, ou seja, dispensa algumas formalidades regimentais.

Caso seja aprovado pelos deputados, o PL segue para análise no Senado Federal. Se for aprovado sem alteração pelos senadores, seguirá para sanção presidencial. Em caso de alteração do texto, a matéria retorna para a Câmara.
 


Fabriciano implanta ecobarreiras para despoluir córregos da cidade

01/04/2019

O objetivo é remover e reciclar uma parcela destes materiais que flutuam, diariamente, nos córregos que cortam a cidade e deságuam no Rio Piracicaba

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Experimente parar as margem de qualquer córrego ou ribeirão e observar o seu curso por cinco minutos. Você ficará surpreso com o volume de lixo flutuante em suas águas: garrafas pets, plásticos, latas, pedaços de isopor, calçados e brinquedos. Em Fabriciano-MG, a Prefeitura, por meio da Secretaria de Governança Urbana, Planejamento e Meio Ambiente, quer “barrar” este problema ao implantar Ecobarreiras. O objetivo é remover e reciclar uma parcela destes materiais que flutuam, diariamente, nos córregos que cortam a cidade e deságuam no Rio Piracicaba.

A iniciativa consiste em instalar dentro dos rios, em trechos próximos a foz, estruturas flutuantes – as “Ecobarreiras” – que são feitas a partir de materiais reciclados, como, garrafas PET ou galões.  A primeira Ecobarreira foi instalada na última sexta-feira, 29, no Ribeirão Caladão, na Avenida Julita Pires, no Bom Jesus. Outras quatro estruturas serão implantadas ao longo deste mês em pontos estratégicos: Mais duas no Ribeirão Caladão, na altura dos bairros Frederico Ozanan e Silvio Pereira I; uma no Córrego Caladinho, no Caladinho de Baixo e uma no Córrego São Domingos, no Recanto Verde.

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