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    CPI da Pandemia: ex-ministro Nelson Teich fala nesta quarta-feira (5)

    Já o depoimento do ex-ministro Eduardo Pazuello, que estava agendado para hoje, foi adiado por 15 dias

    Por Plox

    05/05/2021 10h55 - Atualizado há 6 meses

    Nesta quarta-feira (5), Nelson Teich, ex-ministro da Saúde, prestará depoimento à CPI da Pandemia, que ocorre no Senado, a partir das 10h. Ele será o segundo ex-ministro do governo Bolsonaro a ser ouvido pelos senadores. Luiz Henrique Mandetta falou nessa terça-feira (4).

    O depoimento de Teich estava previsto para ocorrer nesta terça-feira, mas teve de ser adiada devido ao grande número de perguntas dirigidas ao também ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, primeiro a ser ouvido pela CPI.

    Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

     

    Depoimento de Pazuello

    O ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello deve ser ouvido pela CPI da Pandemia no dia 19 de maio. O depoimento dele estava marcado para a manhã desta quarta-feira (5), mas o Comando do Exército informou à CPI que o ex-ministro, general da ativa, está em quarentena após ter contato com duas pessoas com covid-19.

    Foto: reprodução/ Agência Brasil

     

    No documento enviado por Pazuello e encaminhado pelo Comando do Exército à CPI, o ex-ministro afirmou que poderia manter a data da audiência, com sua participação ocorrendo de forma remota, ou o depoimento poderia ser adiado. O presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), propôs então o adiamento e a nova data para o depoimento, que foi aprovada pelos integrantes da comissão.

     

    Bolsonaro queria que Anvisa mudasse bula da cloroquina, afirma Mandetta

    Durante depoimento à Comissão parlamentar de inquérito (CPI) da Pandemia, nessa terça-feira (4), o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta disse que Bolsonaro queria alterar a bula da cloroquina para ser indicada ao tratamento da Covid-19.

    Ainda segundo o ex-ministro, a alteração na bula do medicamento que tem ineficácia contra a doença, comprovada cientificamente, foi negado por Antônio Barra Torres, presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

    “Eu estive dentro do Palácio do Planalto quando fui informado, após uma reunião, que era para eu subir para o terceiro andar porque tinha lá uma reunião com vários ministros e médicos que iam propor esse negócio de cloroquina, que eu nunca tinha conhecido. Quer dizer, ele tinha esse assessoramento paralelo", relatou Mandetta.

    Foto: reprodução/ Agência Brasil

     

    "Nesse dia, havia sobre a mesa, por exemplo, um papel não-timbrado de um decreto presidencial para que fosse sugerido daquela reunião que se mudasse a bula da cloroquina na Anvisa, colocando na bula a indicação da cloroquina para coronavírus. E foi inclusive o próprio presidente da Anvisa, Barra Torres que disse não", continuou.

    O ex-ministro também falou sobre os questionamentos de Bolsonaro sobre a cloroquina. “Me lembro do presidente sempre questionar a questão ligada a cloroquina como a válvula de tratamento precoce, embora sem evidência científica. Eu me lembro do presidente algumas vezes falar que ele adotaria o chamado confinamento vertical, que era também algo que a gente não recomendava", contou.

    "[...] do Ministério da Saúde nunca houve a recomendação de coisas que não fossem da cartilha da Organização Mundial de Saúde, dessas estruturas todas, era o que a gente tinha, não por sermos donos da verdade, não, pelo contrário, nós éramos donos da dúvida, eu torcia muito para aquelas teorias de que ‘ah, o vírus não vai chegar no Brasil’, agora, se eu adotasse aquela teoria e chegasse, teria sido uma carnificina”, disse em depoimento.

     


     

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