CSN é multada em R$ 39 milhões pelo TRF-6 por atraso para reduzir participação na Usiminas
Tribunal considerou 391 dias de descumprimento do prazo para baixar fatia abaixo de 5%, em medidas acompanhadas pelo Cade; processo está em sigilo.
A Polícia Civil do RJ iniciou, nesta quarta-feira (6), mais uma fase da Operação Contenção, voltada ao combate à expansão territorial do Comando Vermelho (CV) e à estrutura de lavagem de dinheiro atribuída à facção.
Nesta etapa, a ação mira ferros-velhos na região central do Rio de Janeiro e a tentativa de desarticular uma rede de receptação de materiais furtados, como cabos de cobre. Até a última atualização da reportagem original, 2 homens haviam sido presos.
DRF cumpre mandados na região central do Rio
Foto: Divulgação/PCERJ
De acordo com as investigações, o ciclo movimentou R$ 27,4 milhões e abastecia a compra de armas, além de ajudar na manutenção do domínio territorial da facção.
É mais uma forma de financiamento dessa organização criminosa, que utiliza esses valores justamente para financiar roubos e furtos no Centro, em Santa Teresa e redondezas — delegada Luciana Ribeiro
Agentes da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) saíram para cumprir 80 mandados de busca e apreensão em endereços ligados a 50 investigados. Além da capital, a operação ocorre em Niterói, Duque de Caxias, Magé e Italva.
Segundo a polícia, o grupo é baseado nas comunidades do Fallet-Fogueteiro, Prazeres e Morro da Coroa. Dos 50 identificados, 13 já tinham mandados de prisão pendentes e eram considerados foragidos.
Equipes que cumpriam mandados no complexo de favelas foram recebidas a tiros, e um dos agentes foi baleado na mão. Segundo a Polícia Civil, ele ficou ferido sem gravidade.
“O agente foi prontamente socorrido, recebeu atendimento médico e passa bem.”
A investigação começou após uma denúncia sobre um ferro-velho ligado ao tráfico de drogas. Com o avanço das apurações, a polícia identificou que o local e outros depósitos fariam parte de um sistema maior, integrado ao Comando Vermelho.
Segundo os investigadores, o esquema teria chefia, gerência, segurança armada, operadores logísticos, núcleo financeiro e rede de receptação.
A Polícia Civil aponta Paulo Cesar Batista de Castro, conhecido como Paulinho Fogueteiro, como chefe da organização criminosa. Outro alvo é Wesley Paes de Souza, ligado ao núcleo financeiro do esquema.
A polícia afirma ainda que parte dos investigados usava redes sociais para exibir armas, drogas, bebidas e dinheiro.
O delegado Thiago Neves afirmou ter descoberto uma “governança criminal” do Comando Vermelho que explora “diversas atividades econômicas”. Ele também disse que a investigação identificou um “delivery online” no qual drogas seriam vendidas abertamente na internet, com promessa de entrega em qualquer local do Rio de Janeiro.