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    Mulher em coma há 21 anos não é a mineira desaparecida

    Depois de ser criada uma expectativa até por parte do Hospital, os testes de DNA não demonstraram parentesco os pais

    Por Plox

    06/08/2021 15h17 - Atualizado há cerca de 2 meses

    Como divulgado nessa quinta-feira (5) pelo Plox, Clarinha, a mulher que há 21 anos está em coma tinha possibilidade de ser uma criança que desapareceu em 1976, mas essa possibilidade foi descartada ainda nessa quinta depois do exame com as amostras biológicas paterna e materna.

    Cecília São José de Faria é o nome da criança mineira que desapareceu com um ano e nove meses em Guarapari, no ano de 1976. Depois de uma nova comparação com amostras dos pais de Cecília e de Clarinha, realizadas em fevereiro de 2013 e novembro de 2015, que estavam no Banco de Dados de Perfis Genéticos,  o teste deu negativo.

    Foto: Reprodução/ Vídeo

     

     

    De acordo com a Polícia Civil, se Clarinha fosse Cecília, o teste já teria sido acusado em 2015.  Na época que Cecília desapareceu ela estava junto com sua família passando férias em Guarapari. Segundo a polícia, ela foi sequestrada e a PM tomou todas as providências cabíveis para achar a criança e não teve êxito.

    Já a Clarinha, foi atropelada em 2000, no Centro de Vitória. Ela foi socorrida na época já desacordada e sem documentos que comprovassem de quem se tratava. Segundo a polícia, não se sabe ao certo o local e o veículo que a atropelou.

    Depois de ser socorrida, Clarinha foi levada ao Hospital São Lucas, na capital do Espírito Santo, ficando cerca de um ano. Depois desse período, foi transferida e, desde então, segue em coma no Hospital da Polícia Militar.

    Entenda

    O Ministério Público do Espírito Santo (MPES) investigava se a mulher que está em coma há 21 anos, conhecida como “Clarinha”, poderia ser a mesma criança mineira que foi sequestrada em Guarapari, em 1976. Ela está internada em um Hospital da Polícia Militar (HPM), em Vitória, desde junho de 2000.

    Uma equipe de papiloscopistas estava operando no estado em 2020 e pediu a autorização para ajudar no caso. O trabalho realizado foi de comparação facial, com base no banco de dados de pessoas desaparecidas e que possam ter características semelhantes. 

    “A partir dessas buscas, chegou-se ao caso de uma criança de 1 ano e 9 meses desaparecida em Guarapari, em 1976. Na época dos fatos, a família dela, que é de Minas Gerais, passava férias no Espírito Santo. Para a confirmação das semelhanças físicas entre a menina desaparecida e 'Clarinha', foi solicitada a realização de exame de reconhecimento facial por uma empresa especializada neste trabalho localizada no Paraná”, relatou em nota o Ministério Público.

     

    “Clarinha”. Foto: Reprodução/ Vídeo

     

    O exame realizado teve semelhança com a criança desaparecida em 1976, por isso as investigações se intensificaram e o MP solicitou um perfil genético de Clarinha.

    "Após essa coleta mais recente, iniciada com o processo de comparação facial, o MPES enviou o material genético para a Polícia Civil de Minas Gerais, que mantém arquivado o perfil genético dos pais da criança desaparecida em Guarapari. O Ministério Público capixaba solicitou a comparação entre os perfis genéticos e, neste momento, aguarda o resultado dos procedimentos adotados pela Polícia Civil mineira", concluiu o MP.

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