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    Sobe para quatro o número de mulheres que denunciam padre por abuso sexual em MG

    Advogado disse que vai apresentar mais seis outras vítimas do religioso à Polícia Civil

    Por Plox

    06/11/2021 12h39 - Atualizado há cerca de 1 mês

    Subiu para quatro o número de mulheres que denunciaram um padre, pároco de uma igreja e dono de um tradicional colégio do bairro São Benedito, em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A Polícia Civil informou que as vítimas estão sendo atendidas e ouvidas na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher em Santa Luzia.

     

    Parte dos assédios ocorreram dentro da escola que o padre é proprietário, no bairro São Benedito Foto Foto: REPRODUÇÃO/GOOGLE STREET VIEW
    Parte dos assédios ocorreram dentro da escola que o padre é proprietário, no bairro São BeneditoFoto: REPRODUÇÃO/GOOGLE STREET VIEW

    Segundo a instituição informou nesta sexta-feira (5), o inquérito instaurado para apurar o caso está em andamento e tramita em sigilo. A Arquidiocese de Belo Horizonte informou que o religioso não foi afastado de suas funções até o momento.

    Ainda segundo a Polícia Civil, “um advogado entrou em contato informando que pretende apresentar outras seis vítimas do suspeito, que serão ouvidas nos próximos dias”. 

    Trata-se do advogado Tiago Lenoir, que confirmou a informação. O advogado disse que uma das vítimas, de 28 anos, denunciou que foi abusada aos 15 anos. Uma idosa também formalizou a denúncia de assédio. “Acreditamos na celeridade das investigações da Delegacia de Polícia Civil de Proteção às Mulheres de Santa Luzia e do Ministério Público”, afirma. 

    Segundo ele, com a repercussão do caso, outras vítimas estão se encorajando para denunciar o padre “no intuito que os crimes praticados por ele não fiquem esquecidos ao longo do tempo e impunes”, afirma.

    O caso

    As denúncias de abuso começaram a surgir em 30 de agosto deste ano. Na ocasião, uma ex-funcionária da instituição de ensino disse que trabalhava na escola desde 2017, mas que os assédios começaram no início de 2020.

    Passados quase dois meses, surgiram então outras duas jovens, sendo outra ex-funcionária do colégio e uma ex-funcionária da paróquia, que também tinham denúncias de assédio contra o padre.

    A reportagem de O TEMPO também teve acesso ao relato de uma das outras vítimas do padre. "Isso aconteceu por cerca de 1 ano. Beijo forçado, mão dentro da blusa, até chegar nos seios. Mãos nas pernas. Vinha conversando, passando a mão no ombro como quem não queria nada, e quando você via, já estava nos seios", conta a jovem.

    Ainda segundo a nova denunciante, os abusos aconteciam na escola e, também, na paróquia, onde muitas vezes o suspeito chamava as funcionárias e, até mesmo, coroinhas da igreja.

    "Pedia para comprar coisas, tipo spray pra passar no joelho. E aí chamava na sala, falava que ninguém iria fazer isso (comprar coisas) por ele, e já começava passar a mão no ombro, nos seios. Na pandemia, que ele começou a pagar esse dinheiro toda semana, iam não só funcionárias, mas coroinhas também", denuncia

    Fonte: https://www.otempo.com.br/cidades/sobe-para-quatro-o-numero-de-mulheres-que-denunciam-padre-por-abuso-sexual-em-mg-1.2565717
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