Suspeita de torturar doméstica grávida é presa no Piauí após caso na Grande São Luís
Polícia apura agressões ocorridas em 17 de abril, em Paço do Lumiar (MA), após suspeita de roubo de joia; investigação cita áudios atribuídos à investigada e pedido de prisão preventiva feito após solicitação da OAB-MA.
07/05/2026 às 11:17por Redação Plox
07/05/2026 às 11:17
— por Redação Plox
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Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, acusada de torturar uma doméstica grávida em Paço do Lumiar, na Grande São Luís (MA), foi presa nesta quinta-feira (7/5) no Piauí.
De acordo com a polícia, ela teria arrastado a funcionária pelos cabelos, agredido com coronhadas e colocado uma arma na boca da vítima, após desconfiar de um suposto roubo de joia.
O crime ocorreu em 17 de abril, quando a patroa resolveu “intimidar” a doméstica, grávida de seis meses com acusação de roubo.
Foto: Reprodução/Redes sociais/ Divulgação/PCMA
Crime ocorreu em 17 de abril
O caso teria ocorrido em 17 de abril. Conforme as informações apuradas, a patroa teria decidido “intimidar” a doméstica — que estava grávida de seis meses — com a acusação de roubo.
A Polícia Civil do Maranhão (PCMA) informou que, durante as agressões, Carolina colocou a funcionária de joelhos e contou com a ajuda de um comparsa, que teria segurado a vítima enquanto ela era torturada.
Investigação acessou áudios registrados após a agressão
Após o episódio, Carolina passou a ser investigada. Segundo a polícia, os investigadores tiveram acesso a áudios atribuídos a ela, registrados depois da agressão.
Na gravação, conforme a apuração, ela narra a tortura e afirma que quase foi presa, mas acabou liberada porque o policial militar a conhecia — mesmo com marcas de violência no corpo da vítima.
Prisão preventiva foi pedida após solicitação da OAB-MA
Carolina foi presa preventivamente após um pedido de prisão da Ordem dos Advogados do Brasil do Maranhão (OAB-MA).
Segundo os advogados, a medida foi expedida em razão da “extrema gravidade dos fatos” descritos no boletim de ocorrência, que detalhou “crime de tortura, majorado pela condição de gestante da vítima”.
Além disso, a defesa da doméstica relatou que a vítima sofreu “lesão corporal dolosa, calúnia e ameaça”.