Casal é preso em Uberlândia investigado pela morte do próprio bebê de três meses

Polícia Civil apura o caso no bairro Jardim das Palmeiras; exame apontou traumatismo cranioencefálico grave e o pai confessou os atos investigados, segundo a corporação.

08/06/2026 às 11:55 por Redação Plox

Um homem de 25 anos e uma mulher de 22 foram presos em flagrante pela Polícia Civil de Minas Gerais na quarta-feira (3 de junho), em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. O casal é investigado pela morte do próprio filho, um bebê de três meses, no bairro Jardim das Palmeiras.


Casal é preso em Uberlândia investigado pela morte do próprio bebê de três meses

Foto: Divulgação/PCMG


Morte era tratada inicialmente como suspeita

Segundo a Polícia Civil, a investigação começou após a comunicação do óbito da criança. Durante o atendimento, profissionais do Samu e da perícia técnico-científica identificaram lesões no bebê, o que levou ao acionamento da Delegacia Especializada de Homicídios.

O exame necroscópico apontou lesões na cabeça e atestou como causa da morte traumatismo cranioencefálico grave decorrente de agressões físicas, conforme a PCMG. No decorrer da apuração, os policiais reuniram elementos que indicam prática reiterada de violência contra o bebê em ocasiões anteriores.

Pai confessou atos, diz Polícia Civil

Diante dos indícios, o pai foi autuado em flagrante por homicídio. Ainda de acordo com a Polícia Civil, durante interrogatório na delegacia, ele confessou os atos investigados.

A mãe também foi presa em flagrante pelo crime de omissão. Segundo a corporação, ela tinha conhecimento das agressões sofridas pelo filho e não adotou medidas para impedir a violência nem acionou as autoridades competentes.

Outra criança ficou sob cuidados de familiares

Outra filha do casal, de 2 anos, foi acompanhada pelo Conselho Tutelar e entregue aos cuidados de familiares. Após os procedimentos legais na delegacia, o homem e a mulher foram encaminhados ao sistema prisional e ficaram à disposição da Justiça.

Por envolver crianças, a reportagem preserva nomes e informações que possam identificar as vítimas. O caso segue sob responsabilidade da Polícia Civil, que dará continuidade às apurações.

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