MEC e Inep prorrogam inscrições do Enem 2026 até 12 de junho; veja novas datas
Cadastro é feito pela Página do Participante; taxa segue em R$ 85 e pode ser paga até 17 de junho para quem não tem isenção. Provas seguem em 8 e 15 de novembro.
O dólar abriu em queda nesta segunda-feira (8 de junho), em uma sessão marcada pela cautela dos investidores diante da nova escalada de tensão no Oriente Médio. Por volta das 9h, a moeda norte-americana recuava 0,13%, cotada a R$ 5,1501. A movimentação ocorre enquanto o mercado acompanha os efeitos dos ataques entre Israel e Irã sobre o petróleo e sobre o apetite global por risco.
Dólar, moeda norte-americana
Foto: Free Pik
Os preços internacionais do petróleo operavam em alta no início do dia, refletindo o temor de novas interrupções no fornecimento. O barril do Brent, referência global, subia perto de 2% pela manhã, enquanto o WTI, dos Estados Unidos, também avançava, segundo dados de mercado acompanhados pela Reuters. A alta ocorre após novos ataques entre Israel e Irã, em meio à preocupação com rotas estratégicas de escoamento de petróleo no Oriente Médio.
O Estreito de Ormuz segue no centro das atenções. A passagem marítima é considerada uma das rotas mais sensíveis para o mercado de energia, por onde transitou em 2024 cerca de um quinto do consumo global de petróleo e derivados, segundo a Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos.
No Brasil, os investidores também acompanham o Boletim Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central. O relatório reúne expectativas do mercado financeiro para inflação, juros, câmbio e crescimento da economia, indicadores que ajudam a orientar as apostas sobre os próximos passos da política monetária.
A atenção sobre a inflação ganha força em um momento de petróleo mais caro. A alta da commodity pode pressionar combustíveis e custos de transporte, o que costuma ter reflexos sobre preços ao consumidor e projeções para a taxa básica de juros.
O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, começa as negociações às 10h, já sob influência do cenário externo. No radar estão as bolsas internacionais, os preços do petróleo, o comportamento do dólar frente a outras moedas e a expectativa por novos dados de inflação no Brasil e nos Estados Unidos ao longo da semana.
Na Ásia, os mercados fecharam em queda, com pressão sobre ações de tecnologia e aversão a risco. Na Europa e nos Estados Unidos, os índices futuros operavam sem direção única no início da manhã, refletindo a tentativa dos investidores de medir o alcance da nova tensão geopolítica.
A combinação de guerra no Oriente Médio, petróleo em alta, inflação resistente e expectativa sobre juros tende a manter o mercado financeiro volátil nos próximos dias. Para o Brasil, o impacto mais direto pode aparecer no câmbio, nas ações da Petrobras e de empresas ligadas a commodities, além das projeções para combustíveis e inflação.