MEC e Inep prorrogam inscrições do Enem 2026 até 12 de junho; veja novas datas
Cadastro é feito pela Página do Participante; taxa segue em R$ 85 e pode ser paga até 17 de junho para quem não tem isenção. Provas seguem em 8 e 15 de novembro.
Seleção do Irã desembarcou em Tijuana, no México, na madrugada deste domingo (7), em uma chegada cercada por tensão diplomática antes da estreia na Copa do Mundo de 2026.
Foto: Redes Sociais
A delegação iraniana vinha de um período de preparação em Antalya, na Turquia, e chegou a Tijuana, cidade próxima à fronteira com San Diego, na Califórnia. A mudança de base foi negociada nos últimos dias e reduziu a permanência do grupo em solo estadunidense, ponto sensível diante do conflito militar iniciado em fevereiro entre Irã e Estados Unidos, com participação de Israel nos ataques ao território iraniano.
No Grupo G, o Irã estreia contra a Nova Zelândia em 15 de junho, na região de Los Angeles. A segunda partida será contra a Bélgica, no dia 21, também na Califórnia. O último compromisso da fase inicial está marcado para 26 de junho, diante do Egito, em Seattle.
Segundo a Reuters, um funcionário do Departamento de Estado dos EUA afirmou que os vistos necessários para atletas e integrantes essenciais da equipe de apoio foram concedidos. O governo estadunidense, porém, defendeu restrições ao restante da delegação e alegou preocupação com eventual uso indevido do sistema de vistos.
Do lado iraniano, a federação de futebol afirmou que integrantes considerados importantes da parte administrativa e gerencial não receberam autorização para entrar nos Estados Unidos. O embaixador do Irã no México, Abolfazl Pasandideh, disse que 15 dos 70 membros do grupo que chegou a Tijuana ainda estavam sem visto para o território estadunidense.
Pasandideh também afirmou que a seleção foi informada de que deverá entrar e sair dos Estados Unidos no mesmo dia das partidas. Para o diplomata, a exigência pode trazer desgaste físico e afetar a preparação dos jogadores por causa dos deslocamentos, da coordenação de voos e do tempo perdido entre México e EUA.
O defensor Ehsan Hajsafi, um dos líderes do elenco, criticou a demora no processo e pediu que a Fifa intervenha para resolver a situação dos membros da comissão e da delegação ainda sem visto. Até a última atualização das agências internacionais, a entidade não havia apresentado uma manifestação pública conclusiva sobre o impasse.
A Copa de 2026 será disputada em três países — Estados Unidos, México e Canadá — e marca uma situação inédita desde a criação do torneio, em 1930: uma nação anfitriã receberá jogos de uma seleção de um país com o qual está em guerra. A participação iraniana está confirmada em campo, mas a logística da delegação segue como um dos principais pontos de tensão antes da estreia.