Flávio Bolsonaro diz que pode abrir espaço para Jair Bolsonaro e defende anistia ampla
Em entrevista em Florianópolis, senador falou sobre eventual gestão, ajuste fiscal e redução de ministérios.
09/05/2026 às 09:01por Redação Plox
09/05/2026 às 09:01
— por Redação Plox
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Em giro por Santa Catarina nesta sexta-feira (8/5), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que se apresenta como pré-candidato à Presidência, afirmou que pode abrir espaço para o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em uma eventual gestão sua. Segundo ele, a possibilidade dependeria da vontade do ex-mandatário.
Flávio concedeu entrevista à CNN Brasil em Florianópolis e disse que Jair Bolsonaro seguiria como uma referência política. Na conversa, declarou que, se eleito e se o ex-presidente tiver interesse, ele poderia assumir um posto no governo.
Flávio Bolsonaro (PL-RJ) também indicou que pretende cortar o número de ministérios
Foto: Andressa Anholete/Agência Senado
Anistia ampla entra no discurso de campanha
Na mesma entrevista, o senador também relatou que pretende atuar em favor de uma anistia ampla para os condenados pelos atos de 8 de janeiro. Flávio admitiu que a medida alcançaria o próprio pai, que, conforme mencionou, cumpre 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
Ao tratar do tema, Flávio disse que a pauta estaria entre suas prioridades, junto a medidas de ajuste fiscal, e voltou a destacar o papel do ex-presidente em sua orientação política.
Agenda em Santa Catarina inclui lançamentos e alianças
A passagem do pré-candidato pelo Estado continua no sábado (9/5). A programação prevê o lançamento de sua pré-candidatura e também a apresentação de outros nomes do PL: o governador Jorginho Mello, que buscará a reeleição, além de Carlos Bolsonaro e da deputada federal Carol de Toni (PL-SC), anunciados como candidatos ao Senado.
Corte de gastos e redução de ministérios
Mesmo sem ter concluído o programa de governo, Flávio vem antecipando diretrizes do que pretende fazer se chegar ao Planalto. À CNN, ele afirmou que planeja adotar uma política de contenção de despesas e citou como caminho a redução do número de ministérios.
De acordo com o senador, a estrutura atual do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tem 39 pastas, poderia ser diminuída. Flávio disse trabalhar com a hipótese de levar esse total para cerca de 27 ministérios, argumentando que haveria margem para “enxugar” a máquina pública, embora ainda não tenha uma apresentação formal do plano.