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Sete pessoas foram presas nesta quarta-feira (10) durante a Operação Medusa, deflagrada em Montes Claros, no Norte de Minas, contra um grupo investigado por extorsões praticadas pela internet. A ação foi conduzida pela Polícia Civil do Distrito Federal, por meio da 5ª DP, com apoio da Polícia Civil de Minas Gerais.
Material apreendido durante a operação
Foto: Polícia Civil/Divulgação
Segundo a PCDF, foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão e sete mandados de prisão. A corporação informou ainda que 15 celulares foram apreendidos e que houve um flagrante por tráfico de drogas durante as diligências. A PCMG informou que também foram recolhidos dinheiro e outros materiais, que serão encaminhados para análise pericial.
As investigações apontam que o grupo usava anúncios falsos de garotas de programa em plataformas digitais para atrair vítimas. Após o contato inicial, os suspeitos levantavam dados pessoais e informações de familiares nas redes sociais e passavam a enviar ameaças, exigindo pagamentos por Pix. Em alguns casos, os investigados se apresentavam como integrantes de facções criminosas para intimidar as vítimas, segundo a polícia.
Vítimas eram ameaçadas com armas
Foto: Reprodução
De acordo com a PCDF, o esquema tinha divisão de tarefas. Havia suspeitos responsáveis pela criação de e-mails e chaves Pix, movimentação de contas de terceiros, centralização dos valores recebidos e possível lavagem do dinheiro obtido com as extorsões. A polícia também identificou uma empresa vinculada à apontada líder do grupo, que teria movimentado mais de R$ 2 milhões em aproximadamente um ano, valor considerado incompatível com o perfil apurado.
A PCMG informou que esta é a nona operação coordenada pela Agência de Inteligência do 11º Departamento contra grupos ligados ao golpe da falsa garota de programa. Segundo o delegado Diego Flávio Carvalho, mais de 80 investigados já foram identificados e alvo de medidas cautelares ao longo dessas ações.
A operação teve como foco o Distrito Federal, onde estavam concentradas as vítimas investigadas nesta etapa, e Montes Claros, onde ficariam os principais alvos. As investigações continuam para identificar novas vítimas, possíveis comparsas e outros integrantes do grupo. A orientação da Polícia Civil é que vítimas de ameaças ou cobranças relacionadas a anúncios de acompanhantes não façam pagamentos e procurem uma unidade policial para registrar ocorrência.