Padeiro foi morto após recusar “taxa da farinha” imposta por milícia em Paciência, diz investigação
Polícia Civil do Rio identificou suspeitos e apura esquema que obrigava comerciantes a comprar insumos superfaturados; diligências seguem para esclarecer o caso.
10/06/2026 às 08:06por Redação Plox
10/06/2026 às 08:06
— por Redação Plox
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A Polícia Civil do Rio de Janeiro identificou suspeitos de envolvimento na morte do padeiro Rafael Oliveira Braga, assassinado em Paciência, na Zona Oeste da capital, após se recusar a aceitar a cobrança conhecida como “taxa da farinha” — um esquema que, segundo a investigação, forçava comerciantes a comprar insumos superfaturados e a repassar aumentos ao consumidor.
O miliciano conhecido como Jotinha, acusado de envolvimento no crime contra Rafael
Foto: Reprodução
De acordo com informações reunidas pela Delegacia de Homicídios da Capital, milicianos teriam determinado que o preço do pão francês subisse de R$ 0,30 para R$ 0,60, além de impor a compra de farinha fornecida pelos criminosos. A recusa do comerciante teria motivado a ordem para executá-lo, com a intenção de manter o controle econômico na região.
Suspeitos e apontamentos da investigação
Paulo Roberto Carvalho Martins, conhecido como PL, é acusado de atuar como responsável pelas finanças da milícia
Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal
Entre os citados nas apurações está um homem conhecido como “Jotinha”, apontado como responsável por executar comerciantes que descumprissem ordens do grupo. Outro nome mencionado é Paulo Roberto Carvalho Martins, conhecido como “PL”, descrito como responsável pela área financeira da organização criminosa.
A investigação também atribui a condição de mandante a Erlan Oliveira de Araújo, o “Orelha”, mas ele não teria sido denunciado por ter morrido durante as investigações, ainda em 2025.
Imagens e dinâmica do crime
Milicianos circulam de moto após o assassinato de um padeiro em 2025
Foto: Reprodução
Imagens analisadas pela polícia mostram um dos suspeitos passando na garupa de uma moto vermelha momentos antes do ataque. O homicídio ocorreu no início da manhã, com disparos e fuga rápida por vias da região, segundo a apuração.
Esquema de controle do comércio
O caso trouxe novamente atenção ao controle de mercados locais por grupos armados, com imposição de fornecedores e preços em comunidades do Rio. Reportagens exibidas na TV e em portais de notícias já vinham relatando disputas e práticas semelhantes em áreas dominadas tanto por tráfico quanto por milícia.
A Polícia Civil segue com diligências para esclarecer todos os detalhes do crime, identificar outros envolvidos e responsabilizar os suspeitos apontados na investigação.