Padilha nega ligação entre casos de hantavírus no Brasil e surto em cruzeiro na Europa

Ministro diz que há sete casos no país, que o cenário segue controlado e que boatos sobre “nova pandemia” são desinformação.

11/05/2026 às 23:14 por Redação Plox

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou nesta segunda-feira (11) que os registros de hantavírus no Brasil não têm qualquer ligação com o surto recente identificado em um navio de cruzeiro na Europa. Em entrevista coletiva, ele disse que boatos espalhados nas redes sociais sobre uma suposta nova pandemia representam “desinformação” e não condizem com o cenário observado no país.*

Número de ocorrências segue dentro do padrão histórico

De acordo com Padilha, o Brasil contabiliza atualmente sete casos da doença, volume que ele classificou como compatível com a média anual nacional, estimada entre 38 e 45 ocorrências. O ministro sustentou que a situação epidemiológica permanece controlada e que não há indicação de risco semelhante ao episódio europeu.

O hantavírus não é um vírus desconhecido, é um vírus conhecido por todos nós, diferente da Covid-19, que foi um vírus que surgiu com infecção humana. No Brasil, a gente chega a ter entre 38, 40, 45 casos por ano. Nesse momento, nós temos 7 casos por Hantavírus que não tem qualquer relação com o hantavírus do Cruzeiro, nem a cepa Alexandre Padilha

Diferença entre cepas e ausência da variante andina no país

O ministro também declarou que o Brasil nunca registrou circulação da chamada cepa andina, associada ao surto do cruzeiro. Segundo ele, os casos brasileiros são de outras variantes, enquanto a detectada na Europa é típica da região dos Andes e tem uma característica considerada incomum entre hantavírus: a possibilidade de transmissão entre pessoas.

Vigilância e principal forma de contágio no Brasil

Padilha ressaltou que a vigilância sanitária brasileira tem capacidade técnica para identificar rapidamente quais variantes estão em circulação. Ele explicou que, no país, a principal via de infecção ocorre pela inalação de partículas provenientes de fezes e urina de roedores silvestres, que atuam como reservatórios do vírus.

    Alexandre Padilha, ministro da Saúde, em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, do CanalGov, na sexta-feira (15/12)

    Alexandre Padilha, ministro da Saúde, em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, do CanalGov, na sexta-feira (15/12)

    Foto: crédito: Joédson Alves/Agência Brasil


OMS não vê potencial pandêmico no episódio do cruzeiro

Na avaliação apresentada pelo ministro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) não considera o surto no navio um evento com potencial de pandemia global. Ele acrescentou que as autoridades sanitárias espanholas adotaram protocolos para reduzir riscos de transmissão entre os passageiros e permitir o acompanhamento do caso.

Declaração ocorreu durante anúncio ligado à conectividade em UBS

As falas de Padilha foram feitas durante uma cerimônia de lançamento de um edital do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust), em parceria com o Ministério das Comunicações. A iniciativa prevê ampliar a conectividade em cerca de 3,8 mil Unidades Básicas de Saúde (UBS), com foco em regiões remotas do país.

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