Juliana Garcia, vítima de ataque no RN, se filia ao PT e anuncia decisão nas redes
Ao lado da vereadora Samanda Alves, presidente estadual do partido, ela teve a entrada associada ao debate sobre violência contra mulheres.
11/05/2026 às 15:45por Redação Plox
11/05/2026 às 15:45
— por Redação Plox
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Juliana Garcia dos Santos Soares, conhecida nacionalmente após ser atacada pelo ex-namorado com 61 socos no rosto, formalizou sua filiação ao Partido dos Trabalhadores (PT). Ela anunciou a novidade nas redes sociais ao publicar uma foto fazendo o gesto do “L”, associado ao presidente Lula, acompanhada da legenda “TREZE!”.
Juliana Garcia filiou-se ao PT
Foto: Reprodução/Instagram @julianagarcia.br // Reprodução Câmera de Segurança
Filiação no RN e anúncio feito nas redes
Moradora do Rio Grande do Norte, Juliana também apareceu ao lado da presidente estadual do partido, a vereadora Samanda Alves, que relacionou a entrada dela na sigla ao debate sobre violência contra mulheres ao comunicar a filiação.
– Receber Juliana Garcia no nosso time no Rio Grande do Norte tem um significado muito forte. Juliana é símbolo da nossa luta por dignidade, respeito e pelo fim da violência que ainda marca a vida de tantas mulheres. Sua coragem transforma a dor em luta coletiva. Tê-la somando ao time do presidente Lula no RN reforça uma convicção que nos guia: defender a vida das mulheres precisa estar no centro da política. Seguiremos juntas, construindo um Brasil onde nenhuma mulher viva com medo – escreveu a parlamentar.
Samanda Alves
Segundo o PT, o ato de filiação ocorreu antes de 4 de abril, data-limite definida pela Justiça Eleitoral, mas a informação só foi divulgada publicamente na última quinta-feira (7).
Postagens recentes e declarações anteriores
Neste domingo, Juliana voltou a abordar o tema nos stories do Instagram ao mostrar uma arte nas unhas em referência ao novo partido.
No ano passado, ela havia comemorado a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e, diante das críticas, respondeu dizendo que não ficaria ao lado de alguém que classificou como “machista” e “misógino”, além de afirmar que rejeitava discurso de ódio, misoginia e xenofobia. Naquela ocasião, também declarou ser apartidária.
Relembre o caso que teve repercussão nacional
A agressão ocorreu em 26 de julho do ano passado, dentro do elevador de um condomínio em Ponta Negra, na cidade de Natal (RN). Antes do ataque, o casal discutiu na área de lazer por ciúmes após uma mensagem recebida por Juliana.
De acordo com o relato do caso, o então namorado, Igor Cabral, arremessou o celular dela na piscina e, pouco depois, desferiu 61 socos contra a vítima dentro do elevador. A violência durou cerca de 36 segundos.
Um segurança acionou a Polícia Militar do Rio Grande do Norte (PMRN), e Igor foi preso em flagrante. Ele pediu para ficar em cela individual por temer retaliações, mas teve a solicitação negada sob a justificativa de que a unidade prisional dispõe apenas de celas coletivas.
Igor afirma que foi agredido por policiais penais com murros, chutes, cotoveladas e spray de pimenta, além de ter sido deixado algemado nu. Ele responde por tentativa de feminicídio.
Juliana sofreu fraturas no nariz, na mandíbula, no globo ocular esquerdo, na base superior do maxilar e na bochecha, e passou por cirurgia de reconstrução facial.