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    Pai é condenado a 30 anos de prisão pela morte da filha terapeuta

    Crime aconteceu em junho de 2019; réu foi condenado por homicídio qualificado por motivo torpe, que impossibilitou a defesa da vítima; ocultação de cadáver e feminicídio

    Por Plox

    11/06/2021 11h46 - Atualizado há 3 dias

    Luiz Carlos Nadolny foi condenado a 30 anos, nove meses e 22 dias de prisão pela morte da filha, a terapeuta Aline Miotto Nadolny, de 27 anos. A sentença foi lida pelo juiz Thiago Flôres Carvalho no final da noite desta quinta-feira (10), após aproximadamente nove horas de júri, em Curitiba. 

    Pai é condenado a 30 anos de prisão pela morte da filha terapeuta
    (Foto: Reprodução/ RIC Record TV)

     

    11 de junho de 2021 - 06:51 - Atualizado em 11 de junho de 2021 - 06:51

     

    O réu já havia confessado o crime, entretanto a defesa tentava descaracterizar os crimes pelos quais Luiz era julgado. Apesar dos advogados alegarem que o homem possui problemas mentais, os jurados decidiram pela condenação por homicídio qualificado por motivo torpe, que impossibilitou a defesa da vítima; ocultação de cadáver e feminicídio.

    O júri popular

    O júri popular do crime ocorrido em junho de 2019 foi realizado nesta quinta-feira (10), em Curitiba. O réu, que está preso desde a época do crime, participou por videoconferência. Ao todo, cinco testemunhas deram depoimentos, sendo quatro da equipe de acusação. Apenas um inquilino de Luiz foi utilizado pela defesa.

    A mãe, o companheiro e a irmã da vítima participaram do júri e deram depoimentos como testemunhas de defesa. Após aproximadamente nove horas de sessão, o juiz Thiago Flôres proferiu a sentença. 

    Para a defesa, representada pelo advogado Samir Mattar Assad, a condenação era “a única solução possível” para o caso. Já o advogado Sérgio Marcos Padilho, responsável pela defesa do réu, afirmou que irá recorrer.

    Crime

    Aline saiu de casa, no centro de Curitiba, em junho de 2019, quando o pai passou de carro por ela. Havia três anos que eles não se falavam. A jovem embarcou porque o pai queria pedir ajuda, para que Aline intercedesse num assunto com a mãe dela, de quem Luiz já era separado há anos. Ao que tudo indica, a filha se recusou a resolver o problema e, por causa disto, foi morta pelo pai. Depois do crime, Luiz voltou normalmente para casa e não falou nada à família.

     

    O corpo de Aline foi encontrado no dia 6 de junho num matagal próximo da Colônia Penal Agrícola, em Piraquara. Uma semana depois, o pai dela foi preso e confessou que matou a própria filha por asfixia. Luiz está preso desde esta época.

    Fonte: https://ricmais.com.br/noticias/condenado-morte-terapeuta/
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