Dólar abre em queda e recua a R$ 5,1619 com tensões no Oriente Médio no radar

Por volta de 9h10, a moeda caía 0,20%, enquanto investidores acompanhavam o recuo do petróleo, decisões de juros no exterior e o debate fiscal no Brasil.

11/06/2026 às 09:55 por Redação Plox

O dólar começou esta quinta-feira (11) em trajetória de baixa. Por volta de 9h10, a moeda norte-americana recuava 0,20% e era negociada a R$ 5,1619. Já o Ibovespa, principal indicador da bolsa brasileira, tem início de negociações previsto para as 10h.


Dólar, moeda norte-americana

Dólar, moeda norte-americana

Foto: Free Pik


Tensões no Oriente Médio voltam a pesar no humor do mercado

A sucessão de ataques aéreos envolvendo Estados Unidos e Irã segue no radar dos investidores e mantém a cautela nos mercados globais. Mesmo com algum alívio nas cotações do petróleo nesta quinta, analistas apontam que a alta recente da commodity já começou a apertar a inflação mundial e pode levar bancos centrais a adotarem uma condução mais conservadora da política monetária, com maior disposição para manter juros em níveis elevados.

Apesar das preocupações com uma possível escalada, o petróleo operava no campo negativo pela manhã. Perto de 8h50, o Brent — referência internacional — caía 1,37%, a US$ 91,82 o barril. O WTI, dos Estados Unidos, recuava 1,22%, cotado a US$ 88,93.

Juros na Europa e a “Superquarta” entram no centro das atenções

Os sinais de pressão inflacionária também reforçam a expectativa em torno das próximas decisões de política monetária no exterior. Nesta quinta-feira, o Banco Central Europeu (BCE) deve se reunir, com previsão de elevação das taxas de juros na zona do euro.

Na semana que vem, o foco se volta para a chamada Superquarta, quando ocorrem as reuniões do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) e do Banco Central do Brasil. Segundo o texto original, esse será o primeiro encontro do BC americano sob a liderança do novo presidente da instituição, Kevin Warsh.

Questões fiscais no Brasil seguem sob observação de investidores

No cenário doméstico, o debate fiscal continua a influenciar as expectativas do mercado. Na véspera, a Comissão de Justiça do Senado aprovou medidas que, de acordo com o texto, podem elevar as despesas do governo em cerca de R$ 200 bilhões. Para analistas, a sustentabilidade das contas públicas aparece como o principal desafio da economia brasileira e pode aumentar a pressão por juros mais altos no país.

Desempenho do dia: câmbio e bolsa

Dólar

  • Na semana: +0,30%
  • No mês: +2,57%
  • No ano: -5,77%

Ibovespa

  • Na semana: -0,21%
  • No mês: -2,95%
  • No ano: +4,68%

Novos episódios entre EUA e Irã aumentam a tensão

A escalada no Oriente Médio voltou a chamar atenção dos mercados nesta quarta-feira. De acordo com o texto, na terça (9) Donald Trump acusou o Irã de derrubar um helicóptero americano próximo ao Estreito de Ormuz e disse que os Estados Unidos “precisarão responder”.

Uma autoridade militar dos EUA afirmou ao site Axios que um drone iraniano teria atingido a aeronave, provocando a queda. Ainda segundo o relato, a apuração não havia concluído se o ataque ao helicóptero Apache foi intencional.

O presidente americano vinha dizendo buscar um acordo de paz e chegou a advertir Israel para que não retomasse a guerra contra o Irã. Na segunda-feira, conforme o texto, Trump declarou que o entendimento estaria na “fase final” e poderia ser alcançado em “dois ou três dias”.

Depois, o tom mudou. Nesta quarta, Trump chamou o Irã de “valentão do Oriente Médio” e afirmou que o país teria de “pagar o preço” por não aceitar um acordo.

"As Forças Armadas do Irã são um completo caos. Grande parte delas, como a Marinha e a Força Aérea, sequer existe mais – foram completamente derrotadas. O Irã só fala e não age. O valentão do Oriente Médio está MORTO!!! Demoraram demais para negociar um acordo que teria sido ótimo para eles, agora terão que pagar o preço!!!"

Trump

Pouco depois, Trump concedeu entrevista à Fox News e disse estar perto de ordenar novos ataques a usinas de energia e pontes no Irã. Mais tarde, afirmou que deve voltar a atacar o país e destacou a realização de uma operação secreta no Estreito de Ormuz para liberar navios petroleiros.

Mercados globais: queda na China e em Hong Kong

Na Ásia, as bolsas da China e de Hong Kong encerraram em baixa, acompanhando a perda de fôlego nos mercados da região. O CSI300, que reúne grandes empresas listadas em Xangai e Shenzen, caiu 0,55%, enquanto o Hang Seng recuou 0,65%.

No Japão, o Nikkei teve leve alta de 0,06%. Na Coreia do Sul, o Kospi avançou 0,43%. Já o SSEC, de Xangai, fechou com queda de 0,16%.

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