Quadrigêmeos “mosqueteiros” de Timóteo fazem 66 anos e relembram história em live
Quadrigêmeos Athos, Porthos, Aramis e D’Artagnan nasceram em 10 de junho de 1960, na antiga Acesita, e ficaram marcados como um caso raro no município do Vale do Aço.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou, nesta quinta-feira (11), em Brasília, a proposta dos Estados Unidos de aplicar nova tarifa sobre produtos brasileiros e acusou o governo norte-americano de usar o desmatamento como argumento para pressionar o Brasil. A declaração foi feita durante visita à sala de monitoramento do Observatório Regional Amazônico, na sede da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA).
Lula
Foto: Ricardo Stuckert / PR
Lula afirmou que o governo brasileiro deve enviar os dados ambientais apresentados no evento ao representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer. Segundo o presidente, Washington já teria usado uma justificativa incorreta ao anunciar, em 2025, uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, alegando desequilíbrio comercial. O governo brasileiro sustenta que os Estados Unidos acumulam superávit na relação com o Brasil nos últimos 15 anos.
Ao comentar a nova frente de atrito, Lula disse que os norte-americanos
“mentiram” ao apontar o desmatamento como justificativa para ampliar a pressão comercial.
O presidente também defendeu que os dados brasileiros sejam comparados aos dos Estados Unidos e afirmou que o Brasil trabalha para zerar o desmatamento até 2030.
Os números apresentados no evento indicam queda nos alertas de desmatamento na Amazônia Legal. Em maio de 2026, a redução foi de 61,4% em comparação com o mesmo mês do ano anterior, com 370 km² de supressão de vegetação, ante 960 km² em maio de 2025. Os dados são do Sistema de Detecção de Desmatamentos em Tempo Real (Deter), gerado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
No acumulado de agosto de 2025 a maio de 2026, a queda na Amazônia foi de 37,5% em relação ao período anterior, com 2.189 km² desmatados. No Cerrado, o Inpe apontou redução de 12,2% em maio e de 8,2% no acumulado de agosto a maio, com 4.208 km² de vegetação suprimida no período.
O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) concluiu, no início de junho, que determinadas práticas brasileiras seriam “irrazoáveis” ou prejudiciais ao comércio norte-americano. Entre os pontos citados estão comércio digital, serviços de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais, propriedade intelectual, etanol e desmatamento ilegal.
A proposta norte-americana prevê tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, com exceções para alguns itens. O processo ainda está em fase de consulta pública, com prazo para comentários até 1º de julho e audiência prevista para 6 de julho. Até o momento, a medida não entrou em vigor.