MP de São Paulo denuncia Deolane, Marcola e mais quatro por suspeita de lavagem e ligação com o PCC

Denúncia apresentada à Justiça nesta quarta-feira (10) cita desdobramento da Operação Vérnix e aponta uso de transportadora para ocultar e reinserir valores na economia formal; defesas negam.

11/06/2026 às 12:26 por Redação Plox

O Ministério Público de São Paulo denunciou a advogada e influenciadora Deolane Bezerra, Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder do PCC, e outras quatro pessoas por suspeita de organização criminosa e lavagem de dinheiro. A acusação foi apresentada à Justiça nesta quarta-feira (10) e é um desdobramento da Operação Vérnix, que apura o uso de uma transportadora para ocultar e reinserir na economia formal valores atribuídos à facção criminosa.


Ministério Público de São Paulo denunciou a advogada e influenciadora Deolane Bezerra, Marco Willians Herbas Camacho, por suspeita de organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Foto: Reprodução



Além de Deolane e Marcola, foram denunciados Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior, irmão de Marcola, Everton de Sousa, apontado como operador financeiro do esquema, e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho e Paloma Sanches Herbas Camacho, filhos de Alejandro. Segundo o Gaeco, Leonardo e Paloma estariam foragidos no exterior.

O que diz a acusação

De acordo com o Ministério Público, a estrutura investigada teria funcionado entre 2018 e 2025 por meio de uma empresa de transportes ligada ao esquema. A denúncia sustenta que a transportadora era usada para dissimular a origem de recursos ilícitos e distribuir rendimentos a integrantes da rede investigada.

No caso de Deolane, o Gaeco afirma que a influenciadora teria recebido depósitos fracionados provenientes da transportadora e usado contas próprias para ocultar a origem dos valores. A acusação também aponta que ela planejava reorganizar empresas e transferi-las para fundos no exterior, hipótese que deverá ser analisada pela Justiça ao longo do processo.

Defesas negam acusações

A defesa de Deolane afirmou que ainda não teve acesso integral à acusação e negou que ela integre organização criminosa ou tenha cometido crimes. Os advogados disseram que apresentarão resposta no momento processual adequado.

O advogado Bruno Ferullo, que representa Marcola, Alejandro, Paloma e Leonardo, também negou as acusações. A defesa sustenta que Marcola e Alejandro estão em presídio federal de segurança máxima desde 2019, com restrições de contato e comunicação, o que, segundo os advogados, inviabilizaria a participação deles nos fatos investigados. A defesa dos familiares também afirma que Paloma e Leonardo refutam as imputações.

Próximos passos na Justiça

A Justiça ainda deverá decidir se aceita a denúncia. Caso isso ocorra, os denunciados passam a responder como réus pelos crimes apontados pelo Ministério Público. Deolane segue presa desde 21 de maio, e o Superior Tribunal de Justiça negou, nesta semana, um pedido da defesa para substituir a prisão preventiva por domiciliar.

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