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    Menino de 6 anos que teria sido morto pela mãe em prédio de luxo é enterrado

    Criança de apenas 6 anos teria sido morta a golpes de instrumentos cortantes pela mãe, que teria cometido suicídio na sequência

    Por Plox

    11/07/2021 18h50 - Atualizado há 3 meses

    Coroas não paravam de chegar. O caixão branco, pequeno, entrou no velório 4, ao meio-dia e quarenta minutos de domingo (11). A urna foi aberta e, por cerca de quatro minutos, ninguém se aproximou. Chegaram os avós paternos, o pai. Um familiar ajeitou a bandeira do Clube Atlético Mineiro sob as flores e uma chuteira preta e branca, com detalhes alaranjados, aos pés do menino. Choros contidos e os olhos por sobre as máscaras demonstravam como era triste e, ao mesmo tempo, inacreditável, aquela despedida.

    Por volta de 14h40, familiares seguiram em cortejo o caixão para a quadra 4, onde foi sepultado, com seis anos, o filho de Alberto Magno Rocha Filho e Renata Fagundes de Andrade, 37. Em princípio, o menor teria sido morto a golpes de instrumentos perfuro cortantes deferidos pela mãe. Em seguida, em outro cômodo onde os dois viviam – na Rua Antônio Aleixo, Bairro de Lourdes, Região Centro-Sul de BH, um dos metros quadrados mais caros da capital, em frente ao Minas Tênis Clube – ela teria cometido suicídio.

    Criança foi enterrada neste domingo em BH Foto Foto: Alex de Jesus
    Criança foi enterrada neste domingo em BHFoto: Alex de Jesus

     

    Antes do enterro, os avós maternos, pais de Renata, chegaram ao Cemitério Parque da Colina, para se despedirem do neto. Os nomes deles, bem como das três tia-avós que os acompanhavam, não estava na lista de autorização para entrada. Depois de os familiares maternos do garoto insistirem com a administração, foi permitidos aos avós verem, pela última vez, a criança. As tias ficaram no carro, do lado de fora.

    “Somos pobres e eles não querem a gente lá. É uma tristeza sem fim. Já estamos arrasados com o ocorrido e esse impedimento de nos despedirmos do nosso sobrinho neto é um absurdo. Nem os avós maternos e a tia, única irmã da Renata, estavam autorizados a entrar. Fomos barrados, estamos aqui do lado de fora, dentro do carro, aguardando os avós que, por fim, foram liberados. É muita tristeza não poder despedir do Davi”, reclamou uma das tias, a professora Elizana Fagundes, 58.

    Os familiares impedidos de entrar no Parque da Colina aguardam as investigações sobre o caso. No sábado (10), a Polícia Civil recebeu um chamado com a informação de que dois corpos haviam sido encontrados dentro de um apartamento no Bairro de Lourdes, área nobre de Belo Horizonte. Uma equipe da Delegacia de Homicídios dirigiu-se ao local e constatou os óbitos. Havia machas de sangue no local e foram levados para serem periciados quatro facas e uma tesoura. 

    “Como não havia sinais de arrombamento e nem luta corporal no interior do imóvel, a Polícia Civil trabalha com a tese de homicídio seguido de suicídio, muito embora não descarte nenhuma outra hipótese nessa fase das investigações”, afirma o delegado que atendeu a ocorrência, Domênico Rocha. 

    Segundo ele, os corpos foram encaminhados para o IML, onde foi feita a necrópsia. Em dez dias, os laudos da perícia criminal e dos médicos legistas vão estar à disposição “para que uma linha investigativa robusta seja construída e a Polícia Civil dê uma resposta à sociedade mineira acerca do caso”, finalizou. 

    Um tio do menor que estava no velório e preferiu não se identificar afirmou que Renata Fagundes tinha problemas de sanidade mental. “O pai dava tudo para ambos: enfermeira, funcionários, escola da melhor qualidade para o menino, psicólogos, o apartamento da Antônio Aleixo se já não está seria colocado no nome dela. Ela era uma moça linda. Mas já sabemos que a família tem outros casos de depressão grave. Foi um problema de sanidade mental”, disse.

    Uma tia paterna do garoto, chorando muito, lamentou “ele era meu pitutuco. O pitutuco da titia. E eu não consegui tirar ele da mãe”. Mulher de um amigo de Alberto que também não quis se identificar lembrou que o pai do menino tentava, judicialmente, a guarda da criança. “Eles já estavam com o processo na Justiça, mas a família ficava nessa situação difícil, pois o convívio com a mãe também era importante para o menino”.

    Já a família materna busca respostas. “É fato que ele era violento, há vários boletins de ocorrência e temos as gravações que vamos disponibilizar à Polícia. É mentira que nossa família tenha problemas com depressão. São muitas lacunas e temos o direito de saber o que aconteceu com eles”, cobra Elizana.

    Fonte: https://www.otempo.com.br/cidades/menino-de-6-anos-que-teria-sido-morto-pela-mae-em-predio-de-luxo-e-enterrado-1.2511298
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