Bolsonaro tenta blindar Flávio e conter crise após laços com banqueiro investigado
Crise no entorno do PL envolve conversas sobre recursos para o filme “Dark Horse” e reacende debate interno sobre alternativas para 2026.
Um estudo do British Council em parceria com a Fundação Carlos Chagas revelou que a formação docente é um dos maiores obstáculos ao uso da tecnologia em laboratórios e salas de aula no Brasil. Além disso, as escolas brasileiras enfrentam problemas de infraestrutura. O estudo analisou o ensino de ciências da natureza e suas tecnologias na educação básica brasileira entre 2010 e 2020.
Professores e a tecnologia
A pesquisa mostra que mais de 100 mil professores brasileiros de educação básica, em uma autoavaliação realizada pelo Centro de Inovação para a Educação Brasileira (Cieb), afirmaram que não se sentem preparados para utilizar a tecnologia além de suas atividades pessoais. A maioria dos docentes também diz não saber usar a tecnologia para seu próprio desenvolvimento profissional, como cursos e autoavaliações online.
Infraestrutura e conectividade
A baixa conectividade e a dificuldade de acesso a computadores, tablets e outros dispositivos são os principais problemas de infraestrutura enfrentados pelas escolas. O estudo aponta que, enquanto nos países da OCDE a média é de cinco alunos por computador, no Brasil, esse número sobe para 35 ou mais.
Formação continuada e parcerias internacionais
A formação continuada é considerada crucial para o bom ensino de ciências, já que o mundo está em constante evolução e novas descobertas são feitas frequentemente. O British Council busca compartilhar boas práticas do Reino Unido em ensino de STEM (ciências, tecnologia, engenharia e matemática), incentivando trocas e parcerias com o Brasil, segundo Diana Daste, diretora de Engajamento Cultural do British Council Brasil.
Ciências da computação na educação
A pesquisa mostra que a computação pode colaborar fortemente com o aprendizado em outras áreas, como ciências da natureza, sendo uma área estratégica e atrativa no mercado de trabalho. No entanto, a realidade da computação na educação ainda não foi explorada como deveria. A pesquisa indica uma variação levemente declinante no número de matrículas para licenciaturas de ciências da computação entre 2015 e 2019.
A implementação da Política Nacional de Educação Digital
A expectativa é que a implementação da Política Nacional de Educação Digital, aprovada em dezembro de 2022 e sancionada em janeiro de 2023, torne mais atrativa a carreira docente na área de ciências e tecnologia. O PL 4.513/2020 estabelece ações para ampliar o acesso à tecnologia em cinco frentes: inclusão digital, educação digital, capacitação, especialização digital e pesquisa digital.
Crescimento do Ensino a Distância (EAD)
O estudo aponta um aumento na presença do EAD, especialmente nas áreas de matemática (46,5%) e computação (46%) entre 2010 e 2019. A pesquisa sugere que a abertura de cursos na área de matemática pode ser mais simples em termos de infraestrutura para as instituições de ensino superior
