Na Roma Antiga, azeite servia de combustível e cosmético; antropólogo cita possíveis ganhos à saúde

Emilio Lara diz que o extra-virgem foi usado além da alimentação e recomenda evitar opções com refinamento químico.

12/05/2026 às 10:23 por Redação Plox

Apelidado de “petróleo da Antiguidade”, o azeite de oliva extra-virgem atravessa séculos e segue associado a usos que vão muito além da cozinha. Em uma análise sobre a história do produto, o antropólogo Emilio Lara descreve como esse alimento, essencial em diferentes períodos, passou de item estratégico no mundo antigo a ingrediente valorizado hoje por possíveis efeitos ligados à saúde.

  • Para Lara, o azeite teve papel central na trajetória humana e no bem-estar físico. O pesquisador relembra que, na Roma Antiga, ele era empregado como combustível — inclusive para iluminação — e também aparecia em práticas de cuidado pessoal e rotinas domésticas, como base para perfumes e unguento corporal, além de ser usado como medicamento.
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Do Império Romano ao cotidiano moderno

Ao tratar do período do Império Romano, o antropólogo aponta que o azeite carregava um significado simbólico. Na visão dele, o produto se vinculava à própria noção de civilização, com peso comparável a elementos que marcavam aquela sociedade, como o Direito e o latim.

Na leitura de Lara, o alimento se aproxima de uma espécie de “fonte da juventude” oferecida pela natureza. Ele sustenta que o azeite contribui para a regeneração das células e, por isso, teria ação antioxidante.

“É um antioxidante espetacular e já existem pesquisas em andamento para estudar como ele combate a depressão e o estresse. Também parece ter propriedades significativas para retardar a progressão de doenças neurodegenerativas e está sendo usado como uma barreira protetora contra muitos tipos de câncer, como uma espécie de inibidor do câncer. E não podemos esquecer que o azeite também é usado em cosméticos, para fazer sabonetes, por exemplo, ou o famoso azeite lampante.”Emilio Lara

Preço em alta e o que observar na hora da compra

Embora o azeite esteja mais caro no mercado, Lara argumenta que o valor acompanha a qualidade e o tempo de duração de uma garrafa no uso doméstico. Para ele, trata-se de um alimento com passado longo e presença garantida no futuro à mesa das pessoas.

Para quem busca aproveitar os benefícios mencionados, o antropólogo recomenda atenção a critérios básicos no momento da compra: priorizar o azeite de oliva virgem extra; lembrar que essa categoria corresponde ao “suco da azeitona” obtido na primeira prensagem; e evitar opções que tenham passado por processos de refinamento químico.

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