Lula lança Brasil Contra o Crime Organizado com pacote de R$ 11 bilhões; ministério depende de PEC
Plano prevê R$ 1 bilhão do Orçamento e R$ 10 bilhões em crédito do BNDES para estados, condicionado à adesão e contratação.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) avalia, no momento, 56 projetos ligados a minerais críticos e projeta ampliar de forma significativa sua atuação nesse segmento. A atualização foi apresentada nesta terça-feira (12) pelo presidente da instituição, Aloizio Mercadante, durante conversa com jornalistas em São Paulo.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) está analisando atualmente 56 projetos relacionados a minerais críticos. A informação foi passada, nesta terça-feira (12) para a imprensa pelo presidente da instituição, Aloizio Mercadante.
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
A declaração ocorreu em uma entrevista coletiva convocada para a divulgação do balanço trimestral do banco. No encontro, Mercadante indicou que a instituição trabalha com a perspectiva de elevar o apoio ao setor por meio de financiamentos e crédito em grande escala.
Ao detalhar os planos, o presidente do BNDES afirmou que há uma meta em discussão para alavancar recursos voltados a essa área. A estimativa em estudo é alcançar R$ 50 bilhões em investimento e crédito destinados ao setor de minerais críticos.
“Nós estamos trabalhando com a possibilidade de chegar a R$ 50 bilhões de investimento e de crédito nesse setor” Aloizio Mercadante
Mercadante também disse que o banco tem buscado diversificar sua carteira, reduzindo a dependência de áreas tradicionais e direcionando recursos para novas frentes. Entre os exemplos citados por ele estão projetos em fertilizantes, carro voador, bioinsumos voltados à agropecuária e iniciativas relacionadas à Embraer.
Outra linha apontada como prioridade, segundo o presidente, é a de inteligência artificial, que também está no foco da instituição.
Na mesma entrevista, Mercadante comentou o acordo firmado entre o Mercosul e a União Europeia, que passou a vigorar provisoriamente em 1º de maio. Na avaliação dele, o tratado representa um avanço relevante para os dois blocos e ganha peso no contexto atual, marcado pelo que descreveu como unilateralismo comercial.
Para o presidente do BNDES, o entendimento abre espaço para aproximar os parceiros: ele afirmou que o acordo cria uma oportunidade para que a Europa volte mais atenção ao Mercosul e, ao mesmo tempo, para que os países do bloco sul-americano ampliem o olhar para o mercado europeu.