PGR pede condenação de Eduardo Bolsonaro ao STF por coação e tentativa de interferência
Nas alegações finais, Paulo Gonet cita constrangimento a ministros e articulação por sanções estrangeiras para pressionar o tribunal.
Quatro meses depois do desaparecimento de Allan Michael, de 4 anos, e Ágatha Isabelle, de 6, em Bacabal (MA), a mãe das crianças, Clarice Cardoso, voltou a cobrar respostas e disse viver em permanente angústia. Segundo ela, apesar de buscar informações com frequência, o caso segue sem esclarecimentos concretos sobre o paradeiro dos filhos.
Clarice afirma que, ao procurar os responsáveis pela apuração, ouve apenas que as buscas continuam e que não serão interrompidas, mas sem qualquer conclusão que explique o que ocorreu. Em meio à espera, ela diz que a falta de uma explicação alimenta a revolta com o andamento do trabalho investigativo.
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“Eles falam que estão investigando, que não vão parar, mas infelizmente não têm nenhuma resposta pra me dar.” Clarice Cardoso
No desabafo, a mãe também contestou a possibilidade de as crianças terem sido atacadas por algum animal silvestre na área onde desapareceram. Para Clarice, o número de pessoas mobilizadas nas buscas na época reforça a percepção de que o sumiço pode ter outra explicação.
Sem avanços após meses, Clarice contou que chegou a considerar a contratação de um investigador particular para acompanhar o caso, mas afirmou não ter condições financeiras. Ela ainda criticou o fato de diferentes forças de segurança terem atuado nas buscas e, mesmo assim, o desaparecimento permanecer sem solução.
Allan Michael e Ágatha Isabelle sumiram no início de janeiro deste ano, em Bacabal, junto com Kauã, que foi localizado dias depois. Desde então, equipes do Corpo de Bombeiros, Polícia Civil e Marinha realizaram operações na região, incluindo áreas de mata e trechos do Rio Mearim. As autoridades informaram que a hipótese de afogamento foi descartada após a varredura de mais de 180 quilômetros do rio. Ainda assim, passados quatro meses, o paradeiro dos irmãos continua desconhecido.
A Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA) informou, por meio de nota, que o inquérito conduzido pela Polícia Civil do Maranhão segue aberto e que uma comissão foi constituída para tocar as investigações. Segundo o órgão, até o momento não é possível apontar circunstâncias, responsabilidades ou conclusões definitivas.
Na manifestação, a SSP-MA afirmou que o caso permanece como prioridade, com atuação contínua das equipes envolvidas, e que todas as informações apuradas passam por checagem rigorosa. A secretaria declarou ainda que as forças de segurança seguem empenhadas na elucidação do desaparecimento e na localização das crianças, ressaltando a sensibilidade e a responsabilidade exigidas pela situação e pelo impacto para as famílias.