PGR solicita ao STF condenação de Eduardo Bolsonaro por coação e tentativa de interferir em ações
Nas alegações finais, Paulo Gonet cita constrangimento a ministros e articulação por sanções estrangeiras para pressionar o tribunal.
A delegada da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) Wanessa Santana Martins Vieira, investigada por peculato após ter emprestado uma viatura descaracterizada da corporação ao marido, teve a licença para tratamento de saúde prorrogada por mais 45 dias. O marido dela é o advogado Renan Rachid Silva Vieira.
A renovação consta na edição de sábado (9) do Diário Oficial de Minas Gerais. Conforme o registro, o novo período de afastamento passa a contar a partir de 11 de maio de 2026.
Advogado Renan Rachid Silva Vieira e sua esposa, delegada da Polícia Civil, Wanessa Santana Martins Vieira
Foto: PMMG
O ato de renovação do afastamento médico foi divulgado oficialmente pelo governo estadual, formalizando a extensão da licença por mais 45 dias a partir da data indicada no documento.
Wanessa Vieira e Renan Rachid Silva Vieira foram presos em março deste ano, sob suspeita de utilização irregular de um veículo oficial da Polícia Civil. As apurações apontam que o advogado teria usado a viatura descaracterizada em atividades particulares.
Ele foi abordado durante uma blitz da Corregedoria da PCMG na Avenida Antônio Carlos, na Região da Pampulha, em Belo Horizonte. A ação ocorreu depois de denúncias anônimas relatarem o possível uso indevido do automóvel.
Segundo a Polícia Civil, o veículo estava sob responsabilidade da delegada, que é lotada em uma delegacia de São José da Lapa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A corporação apura se ela permitiu que uma pessoa sem vínculo com o serviço público utilizasse o carro.
Os dois foram detidos em flagrante por peculato — crime atribuído quando um servidor se apropria de um bem público ou autoriza seu uso de forma irregular. No dia seguinte, a Justiça concedeu liberdade provisória ao casal mediante pagamento de fiança.
A viatura foi apreendida e encaminhada para perícia. O caso segue sendo investigado pela Corregedoria da Polícia Civil de Minas Gerais.