PGR pede condenação de Eduardo Bolsonaro ao STF por coação e tentativa de interferência
Nas alegações finais, Paulo Gonet cita constrangimento a ministros e articulação por sanções estrangeiras para pressionar o tribunal.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no Brasil, registrou alta de 0,67% em abril, informou nesta terça-feira (12) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado indica perda de fôlego na comparação com março, quando o indicador tinha avançado 0,88%.
No acumulado em 12 meses, porém, o movimento foi de aceleração: a taxa passou de 4,14% até março para 4,39% em abril. No mesmo mês de 2025, a variação mensal havia sido de 0,43%.
Mesmo com a alta, o IPCA permanece dentro do intervalo de tolerância da meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para 2026, a meta é de 3%, com teto de 4,5%. Desde o ano passado, o sistema de metas passou a ser contínuo, com acompanhamento mês a mês a partir da inflação acumulada em 12 meses.
Consumidores estão sentindo no bolso o aumento no preço dos alimentos em supermercados.
Foto: Freepik
O maior peso sobre a inflação de abril veio de Alimentação e bebidas, que respondeu por 0,29 ponto percentual do IPCA. Em seguida, apareceu Saúde e cuidados pessoais, com impacto de 0,16 ponto percentual.
Somados, esses dois grupos explicaram cerca de 67% da alta do índice no mês, concentrando a maior parte da pressão sobre os preços.
De acordo com Fernando Gonçalves, gerente do IPCA no IBGE, o encarecimento dos alimentos esteve ligado a uma combinação de menor oferta em alguns itens e aumento dos custos de transporte.
Os combustíveis sendo mais caros acabam influenciando o preço do frete. E, chegando no transporte, obviamente isso chega para o consumidor final no preço que ele vai pagar lá no balcão.
Fernando Gonçalves, gerente do IPCA no IBGE
Na abertura por grupos, os resultados de abril foram:
Com alta de 1,34% em abril, o grupo Alimentação e bebidas acumulou avanço de 3,44% nos quatro primeiros meses de 2026 e seguiu como o principal foco de pressão inflacionária no período.
Os alimentos consumidos no domicílio tiveram aumento de 1,64% no mês. O texto original informa que alguns itens do cotidiano ficaram entre as maiores altas e que outros produtos recuaram, mas não detalha quais foram esses itens.
Já a alimentação fora de casa — que reúne gastos em restaurantes, lanchonetes e estabelecimentos similares — subiu 0,59% em abril. Os lanches continuaram em alta, embora com desaceleração: passaram de 0,89% em março para 0,71% em abril. As refeições, como almoços e jantares, avançaram de 0,49% para 0,54% no mesmo intervalo.
O segmento de Saúde e cuidados pessoais, segundo maior impacto do mês, teve alta de 1,16% em abril. Dentro do grupo, os principais aumentos vieram de produtos farmacêuticos (1,77%), artigos de higiene pessoal (1,57%) e perfumes (1,94%).
No caso dos medicamentos, o avanço ocorreu após a autorização de reajustes de até 3,81%, em vigor desde 1º de abril. Já na higiene pessoal, os perfumes registraram a maior alta dentro da categoria e contribuíram para elevar o índice.
Depois de subir 1,64% em março, o grupo Transportes praticamente ficou estável em abril, com variação de 0,06%. O principal fator para a desaceleração foi a queda acentuada das passagens aéreas, que ficaram 14,45% mais baratas no período.
Reduções em tarifas de ônibus urbanos e de metrô também ajudaram a aliviar a pressão, refletindo a adoção de gratuidades e descontos em domingos e feriados em diversas capitais.
Na direção contrária, os combustíveis continuaram subindo e impediram um alívio maior. As variações foram: gasolina (1,86%), óleo diesel (4,46%), etanol (0,62%) e gás veicular (-1,24%). Ainda que tenha avançado menos do que em março, a gasolina permaneceu como o item individual de maior impacto no IPCA de abril, contribuindo com 0,10 ponto percentual.
Outros serviços ligados ao transporte também registraram aumentos, como ônibus intermunicipal e corridas de táxi, influenciados por reajustes tarifários em algumas cidades.