PGR pede condenação de Eduardo Bolsonaro ao STF por coação e tentativa de interferência
Nas alegações finais, Paulo Gonet cita constrangimento a ministros e articulação por sanções estrangeiras para pressionar o tribunal.
Uma equipe de pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) encontrou uma superbactéria em amostras de água coletadas em quatro locais de Porto Alegre, entre eles o Lago Guaíba. A identificação ocorreu dentro de ações de monitoramento ambiental vinculadas aos projetos acadêmicos ClimaRes WaSH e CLIMASANO, e acende um alerta sanitário na capital gaúcha.
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O resultado mais preocupante apareceu nas proximidades da Estação de Bombeamento de Água Pluvial (Ebap) Menino Deus. Nesse ponto, o microrganismo demonstrou resistência total aos 14 antibióticos avaliados, incluindo medicamentos como ciprofloxacino e meropenem, considerados de última linha.
Segundo a principal hipótese em análise pelos cientistas, o achado pode estar relacionado ao descarte de resíduos de unidades de saúde na rede de esgoto sem o tratamento necessário. Em contraste, nas praias do Lami e de Ipanema, além da foz do Arroio Dilúvio, os testes indicaram apenas resistência parcial aos fármacos.
A bactéria detectada foi identificada como Acinetobacter baumannii, incluída pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2024 entre as bactérias mais perigosas do planeta. Embora seja naturalmente encontrada no solo e tenda a não oferecer risco para pessoas saudáveis, ela pode provocar infecções hospitalares graves — no sangue, nos pulmões e no trato urinário — especialmente em pacientes imunodeprimidos.
Outro fator que eleva a preocupação é a capacidade do microrganismo de sobreviver em superfícies secas, o que torna o controle mais difícil em áreas urbanas e em ambientes de assistência à saúde.
Para esclarecer a origem da contaminação no ambiente, os pesquisadores planejam realizar o sequenciamento genômico completo das amostras de água recolhidas. A etapa pretende verificar se existe conexão genética direta com um surto da superbactéria registrado na UTI neonatal do Hospital Fêmina, em abril deste ano.
Se os dados confirmarem essa relação, o estudo poderá indicar a circulação contínua do agente entre o ambiente urbano e unidades de internação, reforçando o alerta sobre a presença do patógeno na cidade.