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    Neurologista explica como funciona o cérebro de quem está apaixonado

    A ocitocina, o hormônio do amor, inunda o cérebro e proporciona as sensações de bem estar que fazem os relacionamentos durarem

    Por Plox

    12/06/2021 11h54 - Atualizado há cerca de 1 mês

    Borboletas no estômago, mãos suando, sensação de frio na barriga, respiração ofegante... Tudo isso é comumente relatado por pessoas apaixonadas. E, no Dia dos Namorados, celebrado neste sábado (12), é natural pensar ainda mais no ser amado ou na busca pelo parceiro ideal.

    Pois todo esse frenesi do amor e da paixão tem raízes biológicas: uma das responsáveis pelo encantamento que sentimos é a ocitocina (também chamada de oxitocina), um hormônio produzido no hipotálamo, armazenado e secretado pela neuro-hipófise, e considerado o verdadeiro "hormônio do amor". Quem explica mais sobre isso é Fernando Gomes, neurocirurgião e neurocientista do Hospital do Coração, de São Paulo.

     

    Sentimentos de amor e paixão estão sob comando de hormônios como a ocitocina REPRODUÇÃO/PEXELS
    Sentimentos de amor e paixão estão sob comando de hormônios como a ocitocinaREPRODUÇÃO/PEXELS

     

    Na arte da conquista e da sedução, o cérebro trabalha a todo vapor, preparando o corpo físico e o comportamento para atrair o par ideal. Neurotransmissores e hormônios são responsáveis pela ativação do chamado "centro de recompensa", gerando sensações agradáveis e prazer sexual.

    "A dopamina, um neurotransmissor, aciona o sistema de recompensa e desencadeia a liberação da testosterona, que estimula a libido em homens e mulheres", explica o médico, acrescentando que "a prolactina, também um hormônio, está relacionada com a satisfação sexual, e a ocitocina relaciona-se com a sensação de intimidade e aconchego." 

    Liga-desliga cerebral

    O médico conta que certas áreas do cérebro precisam ser "desligadas", tanto nos homens como nas mulheres, para que outras áreas possam ser ativadas durante a conquista. "Em especial as amígdalas nos lobos temporais, centro da defesa de fuga ou luta, são desligadas, e centros do prazer são ativados, como a área tegmental ventral", detalha ele.

     

     

    Nas mulheres, o cortex órbitofrontal lateral esquerdo, responsável pelo controle de desejos elementares, silenciam-se também. Assim, as preocupações ficam de lado para melhor proveito dos bons momentos.

    O centro do prazer, seja no homem ou na mulher, está localizado no hipotálamo. De acordo com Fernando, uma pessoa amada é alguém com potencial para acionar a nossa área do prazer hoje e, se der tudo certo, para sempre.

    "É por isso que os nossos pensamentos, desejos e sonhos, gerados e interpretados nos nossos lobos frontais, sempre nos impulsiona a pensar na pessoa amada. Principalmente na fase de namoro e da paixão", revela.

     

     

    Dicas para quem quer viver um amor

    O especialista conta quais atitudes podem ajudar a embalar o sentimento amoroso e dar uma força extra para quem quer encontrar (ou manter) o ser amado:

    Sorrir sempre: O sorriso, que é o primeiro ganho neurológico aos dois meses de vida, provoca sensação de bem-estar, aceitação e conforto para quem recebe; 

    Beijar muito: Um bom beijo na boca traduz carinho e provoca uma troca emocional intensa. A sensibilidade dos lábios é uma das maiores sentidas no cérebro humano;

    Ser sincero: Os relacionamentos sinceros fazem com que a qualidade de troca de informações dos cérebros do casal seja livre, rápida e intensa. O amor e o prazer podem se manifestar em toda sua plenitude. 

    Fonte: https://lifestyle.r7.com/neurologista-explica-como-funciona-o-cerebro-de-quem-esta-apaixonado-12062021
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