Dólar abre sexta (12) em alta e mercado acompanha IPCA e cenário externo
Moeda avançou 0,26% e foi cotada a R$ 5,1141, com atenções voltadas à inflação de maio e às expectativas para a próxima Superquarta de decisões de juros no Brasil e nos EUA.
12/06/2026 às 10:39por Redação Plox
12/06/2026 às 10:39
— por Redação Plox
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O dólar começou a sexta-feira (12) em alta no mercado doméstico. Por volta das 9h20, a moeda americana avançava 0,26% e era negociada a R$ 5,1141. Já o Ibovespa, principal indicador da bolsa brasileira, tem início de negociações previsto para as 10h.
No cenário do dia, os investidores acompanham de perto a divulgação da inflação no Brasil e os desdobramentos das conversas entre Estados Unidos e Irã, fatores que influenciam tanto as expectativas para os juros quanto o comportamento do petróleo no mercado internacional.
Dólar, moeda norte-americana
Foto: Free Pik
Inflação no Brasil entra no foco do mercado
Os dados mais recentes do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mostraram alta de 0,58% em maio. O resultado representa uma desaceleração frente a abril, quando o índice havia subido 0,67%.
O número reforça a atenção dos agentes econômicos para a chamada Superquarta da próxima semana, quando o Banco Central do Brasil e o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, divulgarão suas decisões sobre juros.
Quanto mais persistentes forem os sinais de inflação, maior tende a ser a chance de interrupção no ciclo de cortes da Selic, com a taxa básica podendo permanecer estável. Em geral, juros elevados por mais tempo ajudam a conter os preços, mas também reduzem o ritmo da atividade econômica.
Negociação entre EUA e Irã alivia pressão sobre o petróleo
Também seguem no radar as indicações de avanço nas tratativas entre Washington e Teerã. Na véspera, Donald Trump afirmou que os “pontos finais” de um acordo com o Irã haviam sido aprovados e sinalizou a possibilidade de assinatura ainda neste fim de semana.
As conversas ganharam força após a informação de que Trump teria suspendido ataques ao Irã depois de negociadores chegarem a um consenso sobre os termos finais para encerrar a guerra no Oriente Médio. Segundo o presidente americano, Teerã aceitaria não buscar armas nucleares e o Estreito de Ormuz seria reaberto, enquanto os Estados Unidos encerrariam o bloqueio naval na região.
Mesmo assim, o governo iraniano voltou a negar que exista uma definição concluída e classificou as notícias como especulativas. A posição aumentou a cautela dos investidores, diante da percepção de que uma solução rápida ou definitiva ainda não está garantida.
O Irã não assume, neste texto, nenhum compromisso de ceder a gestão do Estreito [de Ormuz], nem de restaurar as condições que existiam antes da agressão militar americana e israelense
agência de notícias da República Islâmica (IRNA)
De acordo com Teerã, embora grande parte do texto esteja pronta, Washington teria apresentado exigências consideradas excessivas. A agência IRNA também informou que o Irã pretende negociar o programa nuclear apenas dentro dos princípios fundamentais da República Islâmica, com ênfase no direito de enriquecer urânio e de manter material enriquecido para inclusão no acordo final.
Com a redução das tensões, os preços do petróleo recuavam nas primeiras horas do dia. Perto das 8h45, o barril do Brent caía 3,80%, a US$ 86,95. No mesmo horário, o WTI, referência dos Estados Unidos, tinha baixa de 4,07%, cotado a US$ 84,14.
Desempenho acumulado de dólar e bolsa
No caso do dólar, o acumulado da semana era de -1,08%, enquanto no mês a variação estava em +1,16%. Em 2025, a moeda acumulava queda de 7,06%.
Já o Ibovespa somava alta de 1,47% na semana. No mês, o índice registrava recuo de 1,32%, enquanto no acumulado do ano avançava 6,44%.
SpaceX deve estrear na Bolsa de Nova York
A sexta-feira também marca a expectativa pela estreia da SpaceX na Bolsa de Nova York, com avaliação em torno de US$ 1,75 trilhão, o equivalente a R$ 8,93 trilhões. Se esse valor se confirmar, a empresa de Elon Musk passará a ocupar a oitava posição entre as companhias mais valiosas do mundo.
O interesse de investidores de Wall Street chama atenção porque a companhia, mesmo a caminho do que pode ser o maior IPO da história, ainda registra prejuízo. A oferta pode movimentar US$ 75 bilhões, ou R$ 382,6 bilhões.
Em 2025, a SpaceX teve receita de US$ 18,7 bilhões, equivalente a R$ 95,3 bilhões, mas encerrou o período com prejuízo líquido de US$ 4,9 bilhões, ou R$ 24,9 bilhões.