Laudos ao STF apontam agravamento de soluços de Bolsonaro e podem pesar em reavaliação da prisão domiciliar

Relatórios citam necessidade de doses adicionais de medicamentos nos dias 9 e 10 de junho e recomendam exames para investigar a origem do problema; decisão sobre manter a medida temporária deve ocorrer nas próximas semanas.

12/06/2026 às 22:16 por Redação Plox

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) precisou receber doses adicionais de medicamentos após apresentar agravamento das crises de soluço nos dias 9 e 10 de junho. A informação consta de relatórios médicos encaminhados nesta sexta-feira (12) ao Supremo Tribunal Federal (STF), que deverá reavaliar nas próximas semanas a prisão domiciliar humanitária concedida ao ex-presidente.

Equipe médica de Bolsonaro (foto) relata fadiga, instabilidade de equilíbrio e recuperação gradual do ombro

Equipe médica de Bolsonaro (foto) relata fadiga, instabilidade de equilíbrio e recuperação gradual do ombro

Foto: Ton Molina/STF

O cardiologista Brasil Ramos Caiado relatou que Bolsonaro chegou a apresentar melhora após mudanças no tratamento, mas voltou a ter episódios mais intensos. Conforme o documento, as doses extras foram administradas dentro do limite terapêutico considerado seguro.

Exames do aparelho digestivo são recomendados

A equipe médica indicou a realização de endoscopia digestiva alta, manometria esofágica de alta resolução e pHmetria gástrica. Os exames deverão auxiliar na investigação da origem dos sintomas persistentes e na definição de eventuais ajustes no tratamento.

Ainda segundo o cardiologista, Bolsonaro permanece estável do ponto de vista cardíaco e com a pressão arterial controlada, mas relata cansaço durante esforços moderados. O relatório também aponta oscilações no equilíbrio e menor intensidade dos sons respiratórios na base do pulmão esquerdo, alteração descrita como residual.

O fisioterapeuta Kleber Antônio Caiado de Freitas informou que o ex-presidente chegou à sessão de 11 de junho com fadiga acentuada e menor disposição física, depois de enfrentar crises prolongadas de soluço no dia anterior. A recuperação da cirurgia no ombro direito, no entanto, apresenta evolução gradual, com redução das dores e melhora dos movimentos. Exercícios com cargas mais elevadas ainda não foram liberados.

Moraes reavaliará prisão domiciliar

A prisão domiciliar temporária foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes em março, inicialmente por 90 dias, para que Bolsonaro continuasse o tratamento de uma broncopneumonia após deixar o hospital. O período começou a ser cumprido em 27 de março e deverá ser reavaliado ao fim do prazo inicial.

Bolsonaro cumpre pena após ser condenado pela Primeira Turma do STF a 27 anos e três meses de prisão no processo sobre a tentativa de golpe de Estado. A continuidade da prisão domiciliar dependerá da análise de Moraes sobre os relatórios atualizados, podendo o ministro solicitar uma perícia médica oficial antes de decidir.

Compartilhar a notícia

V e j a A g o r a