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    Metallica em BH: banda lava a alma dos fãs em apresentação histórica

    Metallica enlouquece o Mineirão durante duas horas com sucessos da trajetória da banda norte-americana

    Por Plox

    13/05/2022 10h26 - Atualizado há 8 dias

    Foram cerca de três anos de espera, desde o anúncio da vinda do Metallica a BH, o início da venda de ingressos e... a maior crise sanitária de nossos tempos, bem no meio do caminho, interrompendo uma grande expectativa de milhares de fãs.

    Mas a noite dessa quinta-feira foi para lavar a alma. No palco maior do esporte de Minas Gerais, James Hetfield, Lars Ulrich, Kirk Hammet e Robert Trujillo entraram em campo e, como se espera de um grande time, golearam. Valeu a espera.

    Com casa cheia, o Metallica passou duas horas entorpecendo o público. O relógio batia 21h13 quando as luzes do mineirão se apagaram. Era hora do tão aguardado encontro.

    Metallica cravou seu nome na história das grandes apresentações em BH

     

    Bastou a introdução de “Ecstasy of Gold”, clássico de Ennio Morricone para a trilha do faroeste “Três Homens em Conflito”, que todos ali já sabiam… Começou.

     

     

    E a primeira pancada da noite veio com “Hardwired”, do álbum “Hardwired…to Self destruction”. Em sequência, hits! “Ride the Lightning”, homônima ao clássico álbum do Metallica, emendou aquela que seria a primeira do setlist que privilegiaria um dos grandes discos do heavy metal.

    Sim, “Ride the Lightning” norteou a apresentação do quarteto. Além dela, “Fade to Black”, “For Whom the Bell Tolls”, Creeping Death” e “Fight Fire With Fire” - esta talvez a maior surpresa da noite - atordoaram as 54 mil pessoas presentes no Mineirão, segundo a organização. Full house, diriam os amantes do poker.

    Se o icônico disco de 1984 deu as cartas da noite, o “Black Album” também marcou forte presença. Além das já esperadas “Sad But True”, “The Unforgiven”, “Nothing Else Matters” e “Enter Sandman” - fechando a peleja com o público em uníssono, bem ao lado da banda - “Wherever I May Roam” foi mais uma (grata) surpresa no palco.

     

     

    Os belo-horizontinos e belo-horizontinas sabem muito bem que carregam a alcunha de viver na capital do heavy metal. Pois bem. O vocalista James Hetfield tratou de confirmar a vocação mineira ao interagir com o público: “Esta é a casa do Sepultura, não é mesmo?” É isso aí, e dá-lhe “Seek and Destroy” para atordoar o Mineirão. E viva os clássicos.

    Por falar em clássicos, “One” e “Master of Puppets” não poderiam faltar… e la estiveram. "Master", aliás, é daquelas que fez o Mineirão sacudir. E se a apresentação também foi marcada pelas surpresas, "Cyanide" surpreendeu ao aparecer no setlist.

     

     

     

    Hetfield em noite mediana

    Um aspecto que ninguém pode negar é que o Metallica sabe entregar! Ao longo desses mais de 40 anos de estrada, a banda, é notório, tem energia.

    Não foi diferente com os quase sessentões, em especial Kirk Hammet e Robert Trujillo. Noitada pesada do guitarrista e do baixista.

    Já o frontman deixou claro que não se sentia tão bem. Conversou com o público sobre seus sentimentos, se ancorou no apoio dos parceiros de palco e foi logo acarinhado pelos companheiros - um abraço que o Mineirão tratou de acompanhar.

     

     

    Por outro lado, não deixou de interagir com os fãs. Até mesmo a jovem que deu à luz em Curitiba foi relembrada pelo vocalista. “Se alguém estiver grávida aí, por favor temos um setor aqui para vocês”, brincou. E tinha mesmo, não o setor, mas grávidas na plateia… duas deu pra contar.

    Nada que pudesse atrapalhar - nem mesmo diminuir - o tamanho que o Metallica significa no heavy metal e no coração de seus fãs. Certamente, Belo Horizonte ainda vai contar muita história sobre este 12 de maio de 2022, uma noite de rock, no qual nada mais importa.

    Fonte: https://www.otempo.com.br/diversao/metallica-em-bh-banda-lava-a-alma-dos-fas-em-apresentacao-historica-1.2667742
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