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A redução do dólar ajudou a impulsionar as vendas de itens importados e contribuiu para que o comércio brasileiro registrasse alta de 0,5% de fevereiro para março. Com o resultado, o setor emplacou a terceira elevação consecutiva e alcançou o maior nível da série.
Na comparação com março do ano passado, o volume de vendas avançou 4%. No acumulado de 12 meses, a expansão é de 1,8%, segundo a Pesquisa Mensal de Comércio, divulgada nesta quarta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Os dados mais recentes mostram que o setor vem oscilando em terreno positivo desde outubro de 2025, apesar da queda registrada em dezembro.
No período, as variações mensais foram: outubro (0,5%), novembro (1%), dezembro (-0,3%), janeiro (0,5%), fevereiro (0,7%) e março (0,5%). O analista da pesquisa, Cristiano Santos, destacou que a sequência indica uma tendência de crescimento que não foi interrompida pelo desempenho do último mês de 2025.
Em 12 meses, setor cresce 1,8%, mostra IBGE.
Foto: Reprodução / Agência Brasil.
Entre os oito grupos acompanhados pelo IBGE, cinco tiveram avanço na passagem de fevereiro para março. A maior alta foi em equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (5,7%).
Também cresceram combustíveis e lubrificantes (2,9%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,9%), livros, jornais, revistas e papelaria (0,7%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (0,1%). Tecidos, vestuário e calçados ficaram estáveis (0%), enquanto móveis e eletrodomésticos recuaram (-0,9%) e hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo caíram (-1,4%).
De acordo com Santos, a disparada do segmento ligado a informática tem relação com o câmbio. Em março, a cotação média do dólar foi de R$ 5,23, abaixo dos R$ 5,75 registrados um ano antes, o que barateou importados e favoreceu recomposição de estoques e ações promocionais.
As empresas aproveitam para compor estoque com a redução do dólar e, depois, em momentos oportunos, fazem promoções. O mês de março foi importante por causa dessas promoções. Equipamentos de informática têm essa característica de ligação com o dólar.Cristiano Santos
O grupo de combustíveis e lubrificantes avançou 2,9% no mês, mesmo com alta de preços associada à guerra no Oriente Médio. Segundo o analista, a procura se manteve, e esse movimento contribuiu para elevar as receitas do segmento em 11,4% no período.
No caso de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo — responsável por mais da metade do comércio —, o recuo de 1,4% em março foi associado por Santos ao efeito da inflação, que desestimulou o consumo.
Ele ponderou, porém, que o resultado do mês não indica uma trajetória de regressão, citando que a atividade havia crescido 0,3% em janeiro e 1,4% em março.
Considerando o comércio varejista ampliado, que inclui operações de atacado (veículos, motos, partes e peças; material de construção; e produtos alimentícios, bebidas e fumo), o indicador subiu 0,3% de fevereiro para março. No acumulado de 12 meses, o crescimento é de 0,2%.