Lula lança Brasil Contra o Crime Organizado com pacote de R$ 11 bilhões; ministério depende de PEC
Plano prevê R$ 1 bilhão do Orçamento e R$ 10 bilhões em crédito do BNDES para estados, condicionado à adesão e contratação.
O Grupo Toky, que controla as marcas Tok&Stok e Mobly, entrou nesta terça-feira (12) com um pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo. No processo, a companhia informa que tenta impedir o agravamento da crise financeira e reorganizar suas obrigações, diante de uma dívida estimada em cerca de R$ 1,1 bilhão.
Tok&Stok
Foto: Reprodução/Google Street View
Em comunicado ao mercado, o grupo aponta que a piora do quadro financeiro está ligada ao ambiente econômico enfrentado pelo segmento de móveis e decoração nos últimos anos. Entre os fatores mencionados estão juros altos, crédito mais restrito, aumento do endividamento das famílias e redução na compra de bens duráveis, como móveis e itens para casa.
Segundo a empresa, a combinação desses elementos atingiu diretamente as vendas e diminuiu a geração de caixa, dificultando a quitação de compromissos. Ainda conforme o pedido apresentado à Justiça, tentativas anteriores de renegociação com credores não impediram que o endividamento continuasse avançando.
A recuperação judicial é um instrumento legal que permite renegociar dívidas com proteção do Judiciário, mantendo a operação enquanto o plano é discutido. O Grupo Toky afirma que a medida tem como objetivo preservar as atividades, assegurar a continuidade dos serviços e criar condições para reestruturar as obrigações financeiras.
Entre as solicitações apresentadas, o grupo pede a liberação imediata de aproximadamente R$ 77 milhões relativos a vendas feitas no cartão de crédito e que estariam retidos pela instituição financeira SRM Bank. De acordo com a empresa, essa retenção afetou de forma severa o fluxo de caixa e passou a colocar em risco gastos operacionais considerados essenciais, como a folha de pagamento de mais de 2 mil funcionários.
O pedido também inclui a suspensão, por 180 dias, de ações de cobrança movidas por credores — período conhecido na recuperação judicial como “stay period”.
Outro ponto destacado no processo é a solicitação para manter contratos e serviços que o grupo considera indispensáveis ao funcionamento. A empresa pede proteção contra possíveis interrupções em áreas como logística, transporte, sistemas digitais, computação em nuvem, fornecimento de energia elétrica e abastecimento de água.
O Grupo Toky afirma que a deterioração financeira começou ainda durante a pandemia de Covid-19, quando o setor enfrentou mudanças abruptas no consumo e na operação. Nesse intervalo, a companhia diz ter fechado mais de 17 lojas.
Em 2023, segundo o texto, a Tok&Stok já havia buscado uma reestruturação com a renegociação de cerca de R$ 339 milhões em dívidas bancárias, além de um acordo de reestruturação tecnológica com a Domus Aurea e um aporte de R$ 100 milhões feito por acionistas.
Criado em 2024, o Grupo Toky surgiu da união entre Mobly e Tok&Stok, formando um conglomerado de varejo de móveis e decoração na América Latina, com integração entre operações físicas e digitais. Além das duas marcas, o grupo também controla a Guldi, voltada ao segmento de colchões e produtos de conforto.