Quaest: 46% dizem que economia piorou; alta dos alimentos pesa no bolso

Levantamento aponta percepção de aumento de preços, perda de poder de compra e mais dificuldade para conseguir emprego.

13/05/2026 às 11:21 por Redação Plox

A avaliação dos brasileiros sobre a economia continua predominantemente negativa, segundo a pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (13). Para 46% dos entrevistados, o cenário econômico do país piorou nos últimos 12 meses, enquanto 22% enxergam melhora no período. Outros 29% afirmam que não houve mudança.

Cédulas de dinheiro.

Cédulas de dinheiro.

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil


Alimentos seguem no centro das queixas

Um dos principais fatores de insatisfação citados no levantamento é a alta percebida nos preços de itens básicos. Para 69%, os valores cobrados nos mercados subiram no último mês; apenas 8% disseram notar queda, e 21% relataram estabilidade.

Poder de compra encolhe para a maioria

A pesquisa também aponta que a piora na percepção econômica se reflete diretamente no orçamento das famílias. Para 69% dos entrevistados, o poder de compra atualmente é menor do que era há um ano. Já 11% afirmaram conseguir comprar mais com a renda atual, e 19% disseram que a capacidade de consumo permaneceu igual.

Renda: parte expressiva não viu aumento

Ao avaliar a evolução dos ganhos no último ano, 33% disseram que a renda não aumentou. Outros 25% relataram crescimento, mas abaixo do custo de vida. Para 31%, a renda avançou no mesmo ritmo das despesas, enquanto 9% afirmaram ter tido aumento acima da inflação percebida.

Emprego: percepção mais desfavorável

No mercado de trabalho, o sentimento predominante também é de piora. Para 51%, conseguir emprego hoje está mais difícil do que há um ano, ante 38% que dizem ver melhora.

Isenção do IR: maioria não se sentiu beneficiada

O levantamento mediu ainda a percepção sobre a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda. Para 67%, a mudança não trouxe benefício direto, enquanto 30% afirmaram ter notado algum impacto positivo.

Entre os que disseram ter sido alcançados pela medida, 45% relataram que não perceberam diferença relevante na renda. Outros 33% apontaram aumento, porém com pouco efeito prático, e 21% afirmaram ter sentido um ganho significativo.

Como foi feita a pesquisa

A pesquisa Genial/Quaest foi realizada entre 8 e 11 de maio, com 2.004 entrevistas presenciais com brasileiros de 16 anos ou mais. A margem de erro estimada é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03598/2026.

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