Lula lança Brasil Contra o Crime Organizado com pacote de R$ 11 bilhões; ministério depende de PEC
Plano prevê R$ 1 bilhão do Orçamento e R$ 10 bilhões em crédito do BNDES para estados, condicionado à adesão e contratação.
A posse de Nunes Marques na presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), realizada nesta terça-feira (12), acabou extrapolando o protocolo da solenidade e expôs, de forma simbólica, um novo momento de atrito entre o Palácio do Planalto e o Congresso. O episódio ocorreu no mesmo ambiente em que autoridades se reuniam para a cerimônia e teve como pano de fundo a recente derrota do advogado-geral da União, Jorge Messias, no Senado.
Autoridades durante posse de Nunes Marques
Foto: Luiz Roberto/TSE
O estopim foi um detalhe que ganhou leitura política: ao ser citado nominalmente pelo presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Beto Simonetti, Messias recebeu aplausos de parte do público presente, mas não do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). A opção de permanecer sem reação também foi seguida por outras autoridades sentadas na cerimônia, como o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin. Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou a bater palmas rapidamente.*
No discurso, Simonetti fez uma referência elogiosa ao chefe da AGU e o tratou como “querido amigo”, o que ajudou a provocar a resposta do público e a destacar ainda mais a postura das lideranças que preferiram não acompanhar a manifestação.
A cena ganhou relevância por acontecer apenas duas semanas depois de o Senado barrar o nome de Jorge Messias para uma vaga no STF, aberta com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso no ano passado. A votação, feita de forma secreta, terminou em 42 votos contrários e 34 favoráveis. De acordo com o texto original, foi a primeira vez desde 1894 que a Casa recusou formalmente uma indicação presidencial para a Suprema Corte, tornando a derrota histórica.
Antes mesmo da sabatina, Alcolumbre já atuava contra a indicação de Messias, segundo a matéria. O senador defendia que outro nome ocupasse o posto: seu aliado Rodrigo Pacheco (PSB-MG), ex-presidente do Senado. Lula, porém, manteve a aposta em Messias e, ainda conforme o relato, via Pacheco como um possível candidato ao governo de Minas Gerais.
A tensão também teria ficado evidente na organização das autoridades durante a solenidade no TSE. Lula e Alcolumbre permaneceram lado a lado, mas sem sinais de interação pública, como troca de olhares ou conversa perceptível. Nunes Marques, por sua vez, ficou sentado do outro lado do presidente.
Nos bastidores, a rejeição do nome de Messias continuou a ecoar. A matéria afirma que, segundo relatos divulgados pela imprensa, o advogado-geral da União teria atribuído o resultado negativo a uma articulação envolvendo ministros do STF, mencionando Alexandre de Moraes e Flávio Dino como nomes que teriam influenciado o desfecho no Senado.