Lula lança Brasil Contra o Crime Organizado com pacote de R$ 11 bilhões; ministério depende de PEC
Plano prevê R$ 1 bilhão do Orçamento e R$ 10 bilhões em crédito do BNDES para estados, condicionado à adesão e contratação.
Juiz de Fora confirmou nesta terça-feira (12) a primeira morte por hepatite A em 2026. A vítima foi Ângela Cristina Terra Pinto, de 60 anos. Ela foi internada no Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus em 28 de abril e morreu dois dias depois.
Dados atualizados pela Secretaria de Saúde da Prefeitura apontam que, até o fim de abril, o município contabilizava 808 casos confirmados. O volume corresponde a mais de 70% de todos os registros da doença em Minas Gerais e também supera a soma de casos acumulados em Juiz de Fora ao longo dos últimos dez anos.
Imagem ilustrativa.
Foto: Freepik
A Subsecretaria de Vigilância em Saúde informou que o quadro é de aumento nas confirmações, porém sem caracterização de surto. O órgão também disse não haver evidências de que a elevação de diagnósticos esteja relacionada às chuvas fortes registradas em fevereiro.
Mesmo sem a classificação de surto, a Secretaria de Saúde ampliou o público-alvo para vacinação, considerada a principal estratégia de prevenção e oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Podem procurar as unidades de saúde para receber as doses:
A hepatite A é uma infecção viral transmitida principalmente pela via fecal-oral, associada a condições inadequadas de higiene e saneamento, e também pode ocorrer por via sexual. Após o contato com o vírus, os sintomas podem demorar de 15 a 50 dias para aparecer.
Quando se manifestam, os sinais tendem a surgir de forma súbita. Entre os mais comuns estão icterícia (pele e parte branca dos olhos amareladas), urina escura e fezes esbranquiçadas, além de mal-estar com cansaço intenso, tontura, enjoo e vômitos. Também podem ocorrer dor abdominal e febre baixa.
Diante desses sintomas, a orientação é buscar imediatamente uma Unidade Básica de Saúde ou uma UPA para diagnóstico e acompanhamento.
Não existe tratamento específico para hepatite A. A recomendação central é evitar a automedicação, já que remédios desnecessários ou tóxicos ao fígado podem agravar o quadro.
Em geral, o cuidado envolve repouso, hidratação reforçada, alimentação leve e equilibrada e uso de medicamentos para aliviar sintomas como dor, febre e enjoo. A hospitalização é indicada apenas em situações de insuficiência hepática aguda.
Entre as principais ações para prevenção estão lavar as mãos após usar o banheiro, trocar fraldas e antes de preparar alimentos; higienizar com água tratada, clorada ou fervida os itens consumidos crus, mantendo-os de molho por 30 minutos; e cozinhar bem os alimentos, especialmente mariscos, frutos-do-mar e peixes.
Também é recomendado limpar adequadamente pratos, copos, talheres e mamadeiras, além de utilizar instalações sanitárias adequadas. Em ambientes como creches, escolas, lanchonetes, restaurantes e instituições fechadas, a indicação é reforçar a higiene, incluindo desinfecção de superfícies com hipoclorito de sódio a 2,5% ou água sanitária.
Outras orientações incluem evitar banhos e brincadeiras em valões, riachos, chafarizes, áreas de enchente ou próximas a esgoto; não construir fossas perto de poços e nascentes; e, nas relações sexuais, usar preservativos e realizar higiene das regiões genitais, períneo e anal antes e depois do contato.