Lula lança Brasil Contra o Crime Organizado com pacote de R$ 11 bilhões; ministério depende de PEC
Plano prevê R$ 1 bilhão do Orçamento e R$ 10 bilhões em crédito do BNDES para estados, condicionado à adesão e contratação.
Os lojistas de Coronel Fabriciano, Ipatinga e Timóteo projetam um junho fora do comum para o varejo local. A combinação entre a Copa do Mundo de 2026, o Dia dos Namorados e as festas juninas vem sendo tratada pelo setor como um período de “super sazonalidade”, capaz de ampliar o faturamento sem as interrupções vistas em torneios recentes.
Com lojas abertas e estoques reforçados, o varejo regional busca fazer de junho o principal impulso econômico do primeiro semestre.
Foto: Luan Filipe
Desta vez, o calendário da Seleção Brasileira favorece o funcionamento das lojas ao longo do dia. Com partidas previstas para as 19h e 21h30, além de jogos em fins de semana, a tendência é que o comércio mantenha o horário integral — cenário diferente do que ocorreu em 2018 e 2022, quando confrontos no meio do dia levaram muitos estabelecimentos a fechar as portas.
Na avaliação de empresários da região, essa mudança pode gerar um efeito em cadeia no consumo: o cliente consegue circular durante o expediente para comprar presentes, reforçar compras do dia a dia e até renovar o guarda-roupa, enquanto se prepara para assistir aos jogos sem comprometer o fluxo de caixa do comércio.
O otimismo do Sindcomércio Vale do Aço acompanha levantamentos da Fecomércio MG, que indicam que mais de 63% dos empresários mineiros esperam desempenho melhor no primeiro semestre. No cenário nacional, projeções da Confederação Nacional do Comércio (CNC) apontam crescimento de 3,66% para o varejo em 2026, avanço que pode ganhar força com o aumento do consumo ligado ao Mundial.
“Estamos vivenciando a chamada 'super sazonalidade', um período raro onde o clima de celebração da Copa do Mundo impulsiona diversos segmentos ao mesmo tempo, somando-se à força do Dia dos Namorados e das festas Juninas. É uma engrenagem que não para. O consumidor que busca um presente para o dia 12 de junho já aproveita para garantir a camisa da Seleção e os itens para o churrasco de estreia, no dia 13 de junho. Nossa expectativa está alinhada às projeções da CNC e da Fecomércio MG, que preveem essa tendência de alta para o varejo em 2026, impulsionado por esse ambiente de maior previsibilidade e confiança do consumidor”
José Maria Facundes, presidente do Sindcomércio Vale do Aço e vice-presidente da Fecomércio MG
A movimentação já começou nos estabelecimentos. Redes de supermercados da região se organizam para aumentar estoques de bebidas, carnes, carvão, petiscos e itens tradicionais de festas juninas, mirando um resultado superior ao da última Copa do Mundo. A aposta é que os jogos no período noturno elevem o fluxo nas horas anteriores às partidas e estimulem compras voltadas a encontros familiares e confraternizações.
No segmento esportivo, a preparação também veio com antecedência. Ronaldo Santos Barbosa, da loja Companhia do Esporte, relata que o planejamento para a Copa incluiu investimentos feitos cerca de seis meses antes, com variedade de uniformes masculinos, femininos e infantis, além de bandeiras, decoração temática e acessórios para torcedores. A expectativa é de crescimento nas vendas, favorecida pela manutenção do funcionamento do comércio durante a primeira fase.
O cenário mais favorável se concentra na etapa inicial do torneio, até 27 de junho, quando o comércio deve operar normalmente. Ainda assim, o Sindcomércio informa que seguirá acompanhando o calendário para a fase eliminatória, em julho, para que os empresários do Vale do Aço se organizem e aproveitem o momento. Com lojas abertas e estoques reforçados, o varejo regional busca fazer de junho o principal impulso econômico do primeiro semestre.