Lula lança Brasil Contra o Crime Organizado com pacote de R$ 11 bilhões; ministério depende de PEC
Plano prevê R$ 1 bilhão do Orçamento e R$ 10 bilhões em crédito do BNDES para estados, condicionado à adesão e contratação.
A Volkswagen foi condenada pela Justiça Federal a pagar R$ 15 milhões por danos morais coletivos após a identificação de irregularidades no controle de emissões em 17.057 unidades da picape Amarok fabricadas entre 2011 e 2012.
O caso está ligado ao “Dieselgate”, escândalo internacional que envolveu a manipulação de testes ambientais em veículos a diesel.
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De acordo com a sentença, a montadora empregou um programa capaz de reconhecer quando o veículo passava por medições em laboratório.
Nessa situação, o sistema ajustava temporariamente os índices de poluição para cumprir as exigências ambientais; já no uso cotidiano, as emissões de óxidos de nitrogênio ficavam acima do permitido pelo Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve).
A introdução dos veículos no mercado nacional ocorreu mediante fraude à autoridade ambiental federal, o que, por si só, representa grave violação à confiança pública e ao sistema de controle ambiental Sentença da 12ª Vara Cível Federal de São Paulo
A condenação decorre de uma ação civil pública apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF), que sustentou que a fraude permitiu a homologação das picapes de forma irregular no Brasil.
No processo, consta que os veículos envolvidos registravam aproximadamente 1,1 g/km de óxidos de nitrogênio, superando o limite de 1 g/km previsto na legislação brasileira.
Fora do país, ainda segundo os autos, a diferença chegava a ultrapassar em até 40 vezes o máximo permitido.
Estimativas do Ibama e da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) indicam que, entre 2011 e 2016, a circulação das unidades irregulares teria resultado em 2,7 mil toneladas de óxidos de nitrogênio acima do permitido.
Em 2017, a Volkswagen promoveu um recall para atualizar o software, mas, segundo o MPF, a campanha atingiu menos de 30% das picapes comercializadas.
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Além de ressaltar impactos ambientais e o abalo à confiança no sistema de controle, a decisão judicial foi acompanhada por um novo movimento do MPF: o órgão recorre para que o valor fixado de R$ 15 milhões seja ampliado para R$ 30 milhões.
O episódio no Brasil integra o escândalo global envolvendo a Volkswagen, que veio à tona em 2015, nos Estados Unidos, quando autoridades identificaram que milhões de veículos da marca usavam dispositivos para burlar testes de emissões.
A revelação desencadeou multas de grande porte e uma série de ações judiciais em diferentes países.