Suspeito de triplo homicídio em padaria vira réu por ataque a tiros em oficina de BH; juiz mantém prisão preventiva

Decisão do 2º Tribunal do Júri de Belo Horizonte cita indícios de autoria e materialidade em denúncia de dupla tentativa de homicídio no bairro Céu Azul; processo relaciona o caso a uma chacina em Ribeirão das Neves.

13/06/2026 às 12:16 por Redação Plox

O homem investigado por um triplo homicídio ocorrido em uma padaria de Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, virou réu por uma dupla tentativa de homicídio registrada horas depois em uma oficina mecânica da capital. A Justiça também determinou a manutenção da prisão preventiva do acusado.

Da esquerda para a direita, Nathielly, Ione e Emanuely, mortas na chacina ocorrida em uma padaria em Ribeirão das Neves

Da esquerda para a direita, Nathielly, Ione e Emanuely, mortas na chacina ocorrida em uma padaria em Ribeirão das Neves

Foto: Redes sociais


A decisão é do juiz Roberto Oliveira Araújo Silva, do 2º Tribunal do Júri de Belo Horizonte, assinada na sexta-feira, 12 de junho de 2026. No despacho, o magistrado apontou indícios de autoria e materialidade para o prosseguimento da ação penal e considerou necessária a prisão cautelar.

O que diz a denúncia sobre o ataque na oficina

Conforme a acusação apresentada pelo Ministério Público, o ataque na oficina ocorreu na manhã de 5 de fevereiro de 2026, no bairro Céu Azul, na Região da Pampulha. O suspeito teria chegado ao local de motocicleta e atirado contra um adolescente de 17 anos que trabalhava no estabelecimento.

Na sequência, ainda segundo a denúncia, o homem teria perseguido o jovem para dentro da oficina e efetuado disparos contra o proprietário do local, pai do adolescente. As vítimas não foram atingidas porque os tiros não acertaram os alvos e a arma teria falhado depois, de acordo com a versão apresentada ao Judiciário.

A motivação apontada na denúncia é de que o suspeito teria se irritado após ser informado de que não poderia fazer um curso de pintura automotiva na oficina e, dias depois, retornou armado.

Ligação com a chacina na padaria em Ribeirão das Neves

O nome do acusado passou a ser investigado após o ataque a tiros em uma padaria no bairro Lagoa, em Ribeirão das Neves, na noite de 4 de fevereiro de 2026, que terminou com três mortes: uma adolescente de 16 anos, uma mulher de 56 e uma adolescente de 14 anos. O Ministério Público aponta que o episódio da oficina teria ocorrido cerca de 15 horas após a chacina.

Segundo as informações reunidas no processo, uma arma artesanal calibre .380, munições, carregador alongado, colete e placas balísticas foram apreendidos na casa do investigado. A perícia teria indicado compatibilidade da arma com os disparos atribuídos aos dois casos, conforme a acusação.

As investigações seguem em andamento e o processo relativo ao ataque na oficina tramita no Tribunal do Júri, responsável por crimes dolosos contra a vida.

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