Explosão no Jaguaré confirma 2ª morte; idoso de 62 anos não resiste no hospital

Vítima estava internada no Hospital Regional de Osasco; explosão ocorreu na segunda (11) e atingiu dezenas de residências

14/05/2026 às 17:23 por Redação Plox

A explosão registrada no bairro do Jaguaré, na zona oeste de São Paulo, na última segunda-feira (11), provocou mais uma morte. Nesta quinta-feira (14), foi confirmada a segunda vítima fatal do incidente, que atingiu dezenas de residências na região. 


Dezenas de casas foram atingidas na explosão que aconteceu na tarde de segunda-feira (11/5).

Foto: Reprodução/Corpo de Bombeiros


Segundo as informações divulgadas, morreu Francisco Altino, de 62 anos, morador do bairro. Ele estava internado no Hospital Regional de Osasco, mas não resistiu aos ferimentos causados pela explosão.

Obras, vazamento e explosão atingiram casas

No dia do ocorrido, a Sabesp realizava obras que acabaram atingindo uma tubulação de gás. Moradores relataram um cheiro forte no bairro e, algumas horas depois, a explosão aconteceu.

Além de Francisco Altino, um homem de 47 anos morreu ainda no local do incidente.

Vistorias avaliaram risco e danos nos imóveis

Até o fim da noite de quarta-feira (13), foram feitas 112 vistorias em imóveis da área para verificar estragos e eventuais riscos. Do total, 86 residências foram liberadas para retorno dos moradores, enquanto outras 27 apresentaram danos considerados mais graves e seguem interditadas.

Visita do governador e debate sobre a Sabesp

Na quarta-feira (13), o governador Tarcísio de Freitas esteve no Jaguaré. A Sabesp, apontada como a maior empresa de saneamento do país, teve sua privatização concluída em 23 de julho de 2024, durante a atual gestão estadual, após um processo prolongado, marcado por pedidos de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) e por acusações de desmonte feitas por representações de trabalhadores.

O Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (Seesp) publicou uma nota de pesar sobre a explosão no Jaguaré e afirmou repudiar o desmonte técnico do saneamento. Para a entidade, trata-se de uma tragédia que exige apuração rigorosa e uma revisão urgente de políticas de gestão que, segundo o sindicato, colocam em risco a segurança de trabalhadores, a integridade das operações e o interesse público.

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