PF prende sete na 6ª fase da Compliance Zero e mira fraudes no sistema financeiro
Entre os alvos está Henrique Vorcaro; investigação cita suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.
A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) manifestou preocupação com a Medida Provisória anunciada pelo governo federal para subsidiar a gasolina durante o período de crise internacional envolvendo o petróleo. Em nota divulgada na noite de quarta-feira (13/5), a entidade avaliou que o cenário de instabilidade externa, atribuído ao agravamento das tensões geopolíticas no Oriente Médio, exige cautela na condução de medidas emergenciais, para evitar mais incertezas na economia.
Imagem ilustrativa de um posto de combustível
Foto: Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Segundo o governo, o subsídio será repassado diretamente a produtores e importadores de gasolina, com operacionalização pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A regra definida estabelece que o valor da subvenção não poderá ultrapassar o teto dos tributos federais que incidem sobre os combustíveis.
Atualmente, a tributação sobre a gasolina soma R$ 0,89 por litro, considerando PIS, Cofins e CIDE. Já o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, estimou que esse valor deve ficar entre R$ 0,40 e R$ 0,45.
Ao comentar o uso do mecanismo, a Fiemg apontou que a adoção de receitas extraordinárias ligadas ao petróleo como forma de compensação fiscal pode trazer obstáculos adicionais para a previsibilidade das contas públicas. A federação também avaliou que, diante da dificuldade de estimar por quanto tempo a crise no Oriente Médio pode se prolongar, é fundamental que políticas emergenciais tenham previsibilidade regulatória e evitem elevar o nível de incerteza econômica, oferecendo maior segurança para investimentos e para o planejamento do setor produtivo.
No texto, a federação reconheceu que iniciativas voltadas a reduzir a volatilidade dos combustíveis têm relevância por causa dos efeitos sobre inflação, logística, transporte de cargas e atividade econômica. A entidade destacou ainda que oscilações nos preços afetam diretamente o setor industrial, pressionando custos e competitividade.
A indústria é diretamente afetada pelas oscilações nos preços dos combustíveis, o que pressiona custos operacionais, reduz margens e compromete a competitividade das empresas
Bruno Melo Lima, presidente em exercício da FIEMG
Mesmo assim, a Fiemg defendeu que ações conjunturais não substituem soluções estruturais para ampliar a competitividade do país, reduzir custos sistêmicos e fortalecer a segurança energética. Ao final, informou que continuará acompanhando o tema e sustentou a necessidade de conciliar responsabilidade fiscal, estabilidade econômica e competitividade industrial.