Governo anuncia pacote para conter alta dos combustíveis com subsídio de até R$ 0,89 na gasolina
Desconto ainda depende de ato do Ministério da Fazenda e pode começar entre R$ 0,40 e R$ 0,45 por litro, segundo o Planejamento.
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) se posicionou publicamente em defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) depois que veio a público um áudio atribuído ao parlamentar e enviado ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
A gravação, divulgada pelo portal The Intercept Brasil, mostra o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) cobrando recursos para viabilizar o filme Dark Horse, que relata a trajetória do pai.
Beto Barata / PL.
Em uma publicação extensa nas redes sociais, Nikolas afirmou que não acredita em “condenações precipitadas” e defendeu que a transparência seja priorizada.
No texto, o deputado também registrou que Flávio apresentou sua versão e disse considerar que não houve ilegalidade na conduta do senador.
Na mesma manifestação, Nikolas questionou por que, segundo ele, não existiria a mesma disposição para “criminalizar” financiamentos de produções audiovisuais sobre outras lideranças políticas.
Ele citou o caso de longas mencionados pelo colunista Lauro Jardim, de O Globo, apontados como financiados por Vorcaro: Lula (2024) e 963 dias (2026), este sobre o ex-presidente Michel Temer (MDB).
Tanto Nikolas quanto Flávio também defenderam a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para apurar o Banco Master.
“Quem acabou silenciar, estará acusando seu medo e, consequente, sua culpa”.
A CPMI, que tem apoio inclusive de governistas, ainda não foi instalada.
O motivo é que o presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), optou por não criar o colegiado na última sessão conjunta, realizada há duas semanas.
De acordo com o The Intercept Brasil, Vorcaro teria contribuído para o financiamento do filme sobre Jair Bolsonaro após contatos diretos com Flávio, que, segundo o portal, pedia dinheiro e pressionava pelos repasses.
A publicação afirma que o banqueiro teria pago R$ 61 milhões entre fevereiro e maio de 2025 para a produção, valores que teriam sido transferidos a um fundo nos Estados Unidos ligado a um aliado de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), ex-deputado federal e outro filho do ex-presidente.
Após a divulgação do caso, Flávio confirmou que solicitou recursos a Vorcaro, mas negou qualquer irregularidade.
Segundo o senador, a relação descrita se resume a uma tentativa de buscar patrocínio para um projeto audiovisual sobre o pai.