OMS confirma oito infecções por hantavírus em surto ligado a cruzeiro no Atlântico

Atualização aponta 11 ocorrências até 13 de maio, com três mortes; casos envolvem a cepa Andes no MV Hondius.

14/05/2026 às 17:31 por Redação Plox

A Organização Mundial da Saúde (OMS) atualizou nesta quarta-feira (14) os dados sobre o surto de hantavírus registrado em um navio de cruzeiro que navegava pelo Atlântico e informou que oito infecções já foram confirmadas. Ao todo, até 13 de maio, somam-se 11 ocorrências relacionadas ao episódio, incluindo mortes. 


Subiu para oito o número de casos confirmados de hantavírus em meio a um surto da doença em um navio de cruzeiro que navegava pelo Atlântico.

Foto: Reprodução/Rudson Amorim/Agência Brasil


Segundo a OMS, entre os 11 registros há oito casos confirmados, um resultado inconclusivo e dois casos classificados como prováveis. O balanço inclui três óbitos — dois entre os confirmados e um entre os prováveis.

Variante Andes e transmissão entre pessoas

A OMS afirma que todos os casos confirmados em laboratório envolvem a cepa Andes, descrita pela entidade como a única variante de hantavírus com capacidade de transmissão de pessoa para pessoa. Os pacientes confirmados eram passageiros do MV Hondius.

Em nota, a organização detalhou a evolução recente: desde o último boletim, divulgado em 8 de maio, foram identificados mais dois casos confirmados e um caso inconclusivo entre os viajantes.

Casos identificados após repatriações

O comunicado da OMS também descreve ocorrências em diferentes países após a repatriação de passageiros. Um dos casos foi confirmado na França, onde a pessoa apresentou sintomas durante o retorno. Outro passageiro teve confirmação na Espanha após ser testado na chegada ao país e permaneceu sem sintomas. Já um terceiro repatriado para os Estados Unidos apresentou resultados laboratoriais inconclusivos, está assintomático e passa por novos exames.

De acordo com a entidade, a amostra desse paciente foi coletada devido a uma situação considerada de alto risco, em razão da exposição a casos confirmados a bordo.

Investigação aponta infecção inicial fora do navio

Com as informações disponíveis até o momento, a OMS avalia como principal hipótese que o primeiro infectado tenha contraído o vírus antes do embarque, em contato em terra. A organização informou que as apurações seguem em andamento para esclarecer as circunstâncias de exposição e a origem do surto, em cooperação com autoridades da Argentina e do Chile.

Ainda conforme a OMS, os indícios atuais apontam que, após o caso inicial, pode ter havido transmissão entre pessoas a bordo. A entidade acrescentou que essa avaliação é reforçada por uma análise preliminar de sequências, que indica similaridade quase idêntica entre amostras de diferentes pacientes.

Resposta internacional e medidas de controle

O surto vem sendo conduzido com uma resposta internacional coordenada. Entre as ações mencionadas estão investigações epidemiológicas, isolamento e manejo clínico dos casos, evacuações médicas, testagem laboratorial e rastreamento internacional de contatos, além de quarentena e monitoramento.

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