Renda média do trabalhador bate recorde no Brasil e chega a R$ 3.722, diz IBGE

Pnad Contínua mostra recordes em 16 unidades da federação e desocupação de 6,1% no primeiro trimestre.

14/05/2026 às 17:42 por Redação Plox

No primeiro trimestre deste ano, 16 unidades da federação — o Distrito Federal e 15 estados — registraram o maior rendimento médio mensal do trabalhador desde o início da série histórica, em 2012. No mesmo período, a média do país também alcançou recorde, chegando a R$ 3.722


Renda média do trabalhador bate recorde no primeiro trimestre deste ano.

Foto: Henrique Lacerda/Plox


As informações são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta quinta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento observa o mercado de trabalho de pessoas com 14 anos ou mais e inclui diferentes formas de ocupação, como empregos com ou sem carteira assinada, trabalhos temporários e atividades por conta própria.

Distrito Federal lidera e supera com folga o país

Entre todas as unidades analisadas, o Distrito Federal aparece no topo, com rendimento médio de R$ 6.720. O valor é 81% maior que a média nacional, que já havia sido divulgada em 30 de abril.

Segundo o levantamento, o desempenho do DF está associado ao grande contingente de servidores públicos na capital federal, grupo que tende a receber remunerações acima das praticadas na iniciativa privada. Na outra ponta, o Maranhão teve rendimento médio de R$ 2.240 — apesar de também ser um recorde estadual, é o menor do país. O IBGE aponta ainda que o valor do DF equivale a três vezes o do Maranhão.

Estados que atingiram o maior rendimento da série

Confira as unidades da federação que alcançaram recorde no rendimento médio mensal do trabalhador no primeiro trimestre:

  • Distrito Federal: R$ 6.720
  • Santa Catarina: R$ 4.298
  • Paraná: R$ 4.180
  • Rio Grande do Sul: R$ 4.127
  • Goiás: R$ 3.878
  • Mato Grosso do Sul: R$ 3.768
  • Espírito Santo: R$ 3.708
  • Minas Gerais: R$ 3.448
  • Amapá: R$ 3.412
  • Sergipe: R$ 3.031
  • Rio Grande do Norte: R$ 2.953
  • Paraíba: R$ 2.806
  • Piauí: R$ 2.628
  • Ceará: R$ 2.597
  • Bahia: R$ 2.483
  • Maranhão: R$ 2.240

Três regiões chegam ao maior patamar e o Sul se destaca

O detalhamento por grandes regiões mostra que, no primeiro trimestre, Centro-Oeste, Sul e Nordeste bateram recorde no rendimento médio mensal. Veja os valores:

  • Centro-Oeste: R$ 4.379 (recorde)
  • Sul: R$ 4.193 (recorde)
  • Sudeste: R$ 4.125
  • Norte: R$ 2.849
  • Nordeste: R$ 2.616 (recorde)

Taxa de desocupação cai e atinge a menor marca para o período

O IBGE informou que a taxa de desocupação no Brasil ficou em 6,1% no primeiro trimestre, a menor para esse período em toda a série histórica. Pelo critério do instituto, só entra na categoria de desocupado quem procurou trabalho nos 30 dias anteriores à pesquisa.

Para compor o estudo, agentes visitaram 211 mil domicílios. O levantamento indica que 12 estados tiveram desemprego abaixo da média nacional, com destaque para Santa Catarina, único estado com taxa inferior a 3%.

Desemprego por estado no primeiro trimestre

  • Amapá: 10%
  • Bahia: 9,2%
  • Alagoas: 9,2%
  • Pernambuco: 9,2%
  • Piauí: 8,9%
  • Sergipe: 8,6%
  • Amazonas: 8,3%
  • Acre: 8,2%
  • Rio Grande do Norte: 7,6%
  • Rio de Janeiro: 7,3%
  • Ceará: 7,3%
  • Distrito Federal: 7,1%
  • Paraíba: 7%
  • Pará: 7%
  • Maranhão: 6,9%
  • Brasil: 6,1%
  • São Paulo: 6%
  • Roraima: 5,7%
  • Tocantins: 5,6%
  • Goiás: 5,1%
  • Minas Gerais: 5%
  • Rio Grande do Sul: 4%
  • Mato Grosso do Sul: 3,8%
  • Rondônia: 3,7%
  • Paraná: 3,5%
  • Espírito Santo: 3,2%
  • Mato Grosso: 3,1%
  • Santa Catarina: 2,7%

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