Zema diz que auxílio de R$ 39 é audacioso e o mais robusto da história de Minas

14/09/2020 09:26

Serão repassados cerca de R$ 346 milhões, o que dá uma média de R$ 117,00 por família a cada mês

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), classificou o auxílio emergencial de R$ 39 para cada pessoa na extrema pobreza, anunciado na última sexta-feira (11), como audacioso e com uma robustez nunca antes vista no Estado. O Renda Minas, como é chamado, deve atingir quase 1 milhão de famílias mineiras.

"É o programa mais audacioso em termos sociais do Brasil, apesar da nossa dificuldade financeira, e o mais robusto da história de Minas. Fico satisfeito de fazermos essa ação em um momento em que as famílias deixarão de receber o valor total do auxílio emergencial do governo federal", disse.

Governador explicou que o foco do governo é a retomada do desenvolvimento econômico  Foto: Gil Leonardi / Imprensa MG

Governador explicou que o foco do governo é a retomada do desenvolvimento econômico

Foto: Gil Leonardi / Imprensa MG

De acordo com o governo, o auxílio chegará a 977 mil famílias dos 853 municípios mineiros, incluindo famílias de povos e comunidades tradicionais cadastrados no CadÚnico (Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal). No total, serão repassados cerca de R$ 346 milhões, o que dá uma média de R$ 117,00 por família a cada mês.

Essa verba tem o objetivo de complementar o auxílio emergencial pago pelo governo federal desde abril, que agora é de R$ 300 e terá fim em dezembro, e foi criado como uma forma de ajudar as pessoas diretamente afetadas pela crise econômica provocada pela pandemia de coronavírus.

Zema explicou que o foco do governo é a retomada do desenvolvimento econômico. "O auxílio é paliativo, tem hora para começar e acabar. Por isso, também estamos focados em gerar empregos, que é o que realmente trará soluções a longo prazo. Trabalhamos no sentido de desburocratizar e atrair mais investimentos para nosso estado", afirmou.

A secretária de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), Elizabeth Jucá, ressaltou que esse dinheiro terá um impacto muito positivo. "É um programa complementar de renda para pessoas extremamente pobres, que ganham menos de R$ 89 por mês. Queremos dar um alívio para essas pessoas. E lembrando que também vamos atingir indígenas, quilombolas e moradores de rua cadastrados no CadÚnico", explicou.

Decreto

Conforme o decreto nº 48.038, publicado no Diário Oficial, a verba é destinada às famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), cuja renda per capita mensal do grupo familiar é de até R$ 89. A renda será concedida em até três parcelas, pagas em outubro, novembro e dezembro, e depende da "disponibilidade financeira e orçamentária" do Estado.

Em contrapartida, o pagamento poderá ser prorrogado enquanto durar o estado de emergência em saúde pública em decorrência da Covid-19. Além disso, o valor do auxílio poderá ser aumentado, também dependendo da quantidade de dinheiro nos cofres públicos.

Críticas

Após O TEMPO divulgar a criação do Renda Minas, houve uma enxurrada de críticas da população, principalmente pelo valor de R$ 39 concedido a cada cidadão que atende aos critérios. Comentários como: "Não dá nem para comprar um pacote de arroz" e "O povo não quer migalha" estavam entre os mais escritos.

Fonte: https://www.otempo.com.br/politica/zema-diz-que-auxilio-de-r-39-e-audacioso-e-o-mais-robusto-da-historia-de-minas-1.2384885