Governo anuncia pacote para conter alta dos combustíveis com subsídio de até R$ 0,89 na gasolina
Desconto ainda depende de ato do Ministério da Fazenda e pode começar entre R$ 0,40 e R$ 0,45 por litro, segundo o Planejamento.
A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária deve decidir nesta sexta-feira (15) se mantém ou derruba a suspensão de produtos da marca Ypê fabricados na unidade da Química Amparo, localizada em Amparo. A análise ocorrerá durante reunião extraordinária marcada para as 9h30.
Inicialmente, a avaliação estava prevista para quarta-feira (13), mas acabou sendo adiada após a empresa prometer apresentar novas informações técnicas e reforçar os procedimentos de fiscalização. Segundo a Anvisa, foram identificadas 76 irregularidades e mais de 100 lotes com possíveis problemas.
Imagens mostram inspeção sanitária realizada na fábrica da Ypê
Foto: Reprodução/TV Globo
O colegiado irá examinar um recurso protocolado pela Química Amparo. Com isso, a suspensão determinada anteriormente pela agência está temporariamente sem efeito. Apesar disso, a Anvisa continua orientando consumidores a não utilizarem os produtos pertencentes aos lotes investigados. A fabricante informou ainda que decidiu manter a paralisação da produção até a conclusão da nova análise.
A medida envolve detergentes, sabões líquidos para roupas e desinfetantes produzidos na fábrica paulista. Equipes da Vigilância Sanitária também vêm orientando estabelecimentos comerciais sobre os cuidados relacionados aos itens afetados.
Em nota, a Ypê afirmou que o recurso apresentado busca prestar esclarecimentos adicionais à agência reguladora. Segundo a empresa, a iniciativa também pretende reforçar os compromissos previstos em seu Plano de Ação e Conformidade, além de fornecer novos subsídios técnicos relacionados à Resolução-RE nº 1.834/2026.
Na semana passada, a Anvisa determinou o recolhimento e a suspensão de diversos produtos de limpeza da marca. Conforme a orientação da agência, consumidores devem evitar o uso de itens cujos lotes terminem com o número 1.
A decisão foi tomada após inspeções na fábrica da Química Amparo apontarem falhas em etapas consideradas essenciais do processo produtivo, incluindo problemas ligados ao controle e à garantia de qualidade.
Entre os principais pontos de preocupação está a possibilidade de contaminação microbiológica pela bactéria Pseudomonas aeruginosa, microrganismo que não deveria estar presente nos produtos e que pode representar riscos aos consumidores.