Corrida da Fundação reúne mais de 1.500 participantes no Parque Ipanema

Evento no próximo sábado, 16 de maio, destaca a importância da atividade física na prevenção de doenças cardiovasculares.

15/05/2026 às 15:20 por Redação Plox

Entre a inércia e o cuidado com o corpo, a decisão que muda a saúde

Release - Entre o sedentarismo e a saúde, a escolha que faz toda diferença

Foto: Divulgação

Em um cotidiano cada vez mais acelerado, dominado por horas diante de telas e longos períodos sentado, manter o corpo em movimento se tornou um desafio. Ainda assim, a prática regular de atividade física segue como um dos recursos mais efetivos para proteger a saúde. Longe de ser apenas uma busca por estética ou performance, exercitar-se com frequência é peça-chave na prevenção de doenças e na construção de mais qualidade de vida.

Exercício e coração: impacto direto na prevenção

Para o cardiologista do Hospital Márcio Cunha, Dr. Hallan Reis Trindade, o efeito do exercício sobre a saúde cardiovascular é bem estabelecido e consistente. Ele aponta que diretrizes brasileiras associam um estilo de vida fisicamente ativo à queda expressiva no risco de infarto, AVC e mortalidade geral, com redução estimada entre 28% e 43%.

Esse resultado, explica o especialista, ocorre porque o exercício age em diferentes frentes ao mesmo tempo. A atividade física contribui para o controle da pressão arterial, ajuda a diminuir colesterol e glicemia e ainda atua contra processos inflamatórios relacionados à aterosclerose — condição marcada pelo acúmulo de placas de gordura nas artérias, capaz de dificultar a circulação para o coração e o cérebro. Na avaliação do médico, hoje o exercício deve ser visto como parte essencial tanto da prevenção quanto do tratamento das doenças cardiovasculares.

Controle de doenças e possível redução de medicamentos

Além de prevenir, a movimentação regular pode auxiliar no manejo de problemas já instalados. Segundo o cardiologista, em situações específicas, mudanças consistentes no estilo de vida ajudam a reduzir a necessidade de medicamentos. Ele cita que pessoas com pré-hipertensão ou hipertensão estágio 1 podem alcançar normalização da pressão com exercícios; em alguns casos, pacientes em uso de doses baixas podem até deixar de precisar do remédio ao adotar hábitos mais saudáveis.

O exercício também entra como aliado no controle da glicemia, na redução do colesterol e no enfrentamento da obesidade — fatores que, em conjunto, influenciam diretamente o risco cardiovascular. Mesmo quando já existe doença do coração, o movimento permanece indicado: no caso de doença coronariana, por exemplo, a prática tende a aliviar sintomas, ampliar a capacidade funcional e melhorar o prognóstico, com impacto na qualidade de vida e na redução de complicações e de mortes no longo prazo.

Sedentarismo e tempo sentado: riscos que se acumulam

Se a atividade física protege, a falta dela pesa contra a saúde. Dr. Hallan Reis Trindade alerta que o sedentarismo se relaciona ao aumento de condições como hipertensão, obesidade, diabetes e alterações do colesterol. O problema, segundo ele, é que muitas vezes esse risco avança de forma silenciosa: a ausência de sintomas imediatos pode mascarar o processo até que doenças se instalem e evoluam.

Outro ponto destacado pelo médico é o excesso de horas sentado. Ele observa que, mesmo quem realiza exercícios de forma esporádica, pode sofrer consequências negativas ao passar a maior parte do dia parado. Por isso, a orientação inclui não apenas treinar, mas também reduzir o tempo sentado e inserir mais deslocamentos e movimentos na rotina.

Como começar com segurança e manter o hábito

Para quem pretende iniciar uma rotina de exercícios, o cardiologista recomenda considerar características individuais, como idade, histórico de saúde, uso de medicamentos e presença de sintomas. Ele explica que nem todas as pessoas precisam fazer exames antes de começar — especialmente jovens sem sintomas —, mas quem apresenta fatores de risco, como pressão alta, obesidade ou histórico cardiovascular, deve buscar avaliação médica.

Outro cuidado é progredir de modo gradual, respeitando limites do corpo e escolhendo uma prática que faça sentido no longo prazo. Nesse caminho, o acompanhamento de profissionais qualificados, como educadores físicos e profissionais de saúde, pode aumentar a segurança e a eficácia do treino, com ajustes personalizados de intensidade, volume e progressão, além de correções de movimentos para reduzir risco de lesões e evitar sobrecarga.

Quanto fazer por semana: metas e alternativas

As recomendações atuais apontam para pelo menos 150 minutos semanais de atividade moderada — como caminhada, ciclismo leve ou hidroginástica — ou, como alternativa, 75 minutos por semana de exercícios mais intensos, como corrida ou esportes coletivos. Também entra na conta o fortalecimento muscular: a orientação inclui cerca de 75 minutos semanais de exercícios resistidos, como musculação, importantes para preservar massa muscular, mobilidade e saúde metabólica.

Distribuir esse tempo ao longo da semana é uma estratégia possível: sessões de 30 a 45 minutos, cinco vezes por semana, já podem gerar ganhos relevantes. E, para quem tem dificuldade de alcançar a meta, a orientação do cardiologista é clara: qualquer quantidade de movimento conta. Ele ressalta que sair do sedentarismo absoluto já produz benefício e cita, como referência, que ultrapassar 7.500 passos por dia pode contribuir para a saúde cardiovascular.

Corrida e caminhada da Fundação reúne colaboradores no Parque Ipanema

Com o objetivo de estimular hábitos saudáveis, a Fundação promove ações voltadas ao bem-estar e à prática de atividade física. Um exemplo é a 1ª Corrida e Caminhada da Fundação, iniciativa destinada aos colaboradores e programada para o próximo sábado, 16 de maio, no Parque Ipanema.

A expectativa é reunir mais de 1.500 participantes, entre colaboradores das unidades do Vale do Aço, Itabira e da região metropolitana de Belo Horizonte. Além de incentivar o cuidado com a saúde, o encontro busca fortalecer a integração entre as equipes e aproximar a prática esportiva do dia a dia.

Na visão do cardiologista, ações coletivas ajudam a transformar orientação médica em hábito real, porque tornam o exercício mais viável e prazeroso dentro da rotina, aumentando as chances de continuidade ao longo do tempo — passo decisivo para reduzir o sedentarismo e construir uma vida mais ativa.

Hospital Márcio Cunha: perfil e números

Hospital Márcio Cunha é um hospital geral de alta complexidade com mais de 60 anos de atuação. A estrutura reúne 558 leitos e três unidades, incluindo uma dedicada exclusivamente ao tratamento oncológico. A instituição atende uma população de mais de 1,6 milhão de habitantes, distribuídos em 87 municípios de Minas Gerais, e conta com cerca de 500 médicos em 58 especialidades.

Os serviços incluem ambulatório, pronto-socorro, medicina diagnóstica, ensino e pesquisa, terapia intensiva adulta, pediátrica e neonatal, urgência e emergência, terapia renal substitutiva, alta complexidade cardiovascular e oncologia adulta e infantil, entre outros. No último ano, o hospital registrou cerca de 5.580 partos, aproximadamente 35 mil internações, mais de 17 mil cirurgias e mais de 67 mil sessões de hemodiálise. Na unidade oncológica, foram contabilizadas mais de 18 mil sessões de radioterapia e cerca de 33 mil sessões de quimioterapia.

O HMC foi o primeiro hospital do país a conquistar acreditação em nível de excelência (ONA III) pela Organização Nacional de Acreditação (ONA). A unidade também aparece, segundo o texto, por sete anos consecutivos em classificação da revista norte-americana Newsweek entre os melhores hospitais do Brasil, ocupando o 6º lugar em Minas Gerais.

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